Avaliação: Honda City EX automático

Por: Marcelo Alexandre

Desde sua chegada ao mercado em Agosto de 2009, o sedan City sempre foi um produto muito “racional”. Diferente de outros carros que buscam ativar o cliente por questões emocionais, como um visual mais ousado, ou equipamentos exclusivos, o City segue a escola japonesa de ser eficiente e funcional. Talvez seja justamente por isso, que em quase 4 anos de vida, as mudanças tenham sido mínimas no projeto do carro.

 

Pouco se fala sobre, mas o Honda City é integralmente derivado do Fit. Eles usam a mesma plataforma e várias soluções em comum. Uma delas é o posicionamento do tanque de combustível sob os bancos dianteiros. Outro item comum aos dois carros são o motor e câmbio, além de boa parte das peças da suspensão.

 

Ainda sim, a Honda sempre se preocupou em dar uma identidade própria ao City. E para isso, desenhou um interior completamente diferente para os dois carros. Dessa forma foi possível diferenciar bastante o público alvo de cada um deles. O City é tipicamente o carro de um casal, com um filho, que já atingiu certa estabilidade financeira. Outro fato constatado é que o City faz mais sucesso com o público masculino.

 

De qualquer forma, o City não tem um atrativo mais especial. Ele é bastante comum em praticamente tudo. O fato especial no carro, é que tudo nele é muito funcional e prático, atendendo adequadamente as necessidades do dia a dia.

 

City

 

Pra não dizer que o carro não teve qualquer mudança, a linha 2013 recebeu algumas suaves alterações. Entre elas, novos para-choques dianteiro e traseiro, nova grade frontal e novo desenho para as lanternas traseiras. Sob o aspecto técnico, o tanque de combustível foi ampliado para47 litros, cinco a mais que o modelo anterior.

 

Atualmente, o City é comercializado cinco versões, sendo: DX (MT), LX (MT/AT) e EX (MT/AT). Todas elas sempre equipadas com motor 1,5 litro – 16 válvulas. Foco dessa avaliação, trazemos a versão topo de linha EX, equipada com câmbio automático de 5 marchas. Alguns dos destaques são os sensores de estacionamento traseiro, as rodas de aro 16 polegadas e os bancos com revestimento em couro.

 

 

CityInterior

 

Ainda que não seja tão funcional e versátil como o Fit, o City conta com grande oferta de porta-objetos. O console central é bastante funcional com vários compartimentos. Ao lado esquerdo do volante, na parte de baixo, um compartimento com tampa é ideal para guardar documentos. Entre os bancos dianteiros, mais um compartimento, onde a tampa funciona como descansa-braço.

 

Analisando o carro pelo visão ergonômica, o City vai muito bem. Todo o interior é muito bem desenhado, com controles à mão e de fácil operação. Vale destacar que todos os cinco lugares contam com encosto de cabeça e cintos de segurança de três pontos. (os dois dianteiros trazem regulagem de altura). O porta-malas é bastante generoso, com 506 litros de capacidade.

 

Alguns detalhes que precisam ser revistos no interior é o extintor que incomoda próximo ao pé do passageiro da frente, e o teto um pouco baixo no banco traseiro (com pessoas acima de 1,8 m).

 

 

CityMotor e câmbio

 

Todas as versões do City são sempre equipadas com motor 1,5 litro – 16 válvulas i-VTEC Flex. A Honda destaca o controle eletrônico variável de abertura de válvulas. Assim, a potência máxima é de 116 cv com etanol (115 cv a gasolina) sempre a 6.000 rpm. O motor possui torque de 14,8 kgfm a 4.800 rpm.

 

Na versão EX avaliada, o City estava equipado com câmbio automático de 5 marchas. Destaque nas borboletas atrás do volante, para seleção manual das marchas. E mesmo com os Paddle-Shifts, também existe a posição “Sport” no câmbio automático.

 

 

Desempenho

 

É fato que o City não é um carro tão empolgante assim no desempenho. Sua aceleração até 100 km/h acontece em 13 segundos. E a velocidade máxima é limita eletronicamente em 180 km/k. Fato, que o City não é o carro para quem procura performance e esportividade.

 

Sob o aspecto de consumo, o City está no programa de etiquetagem do Inmetro e recebe classificação “B”, informando consumo de 7,5 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada com etanol. Na gasolina sobe para 11,2 e 14 km/l respectivamente.

 


CityEquipamentos

 

Mais uma vez, o City se apresenta como um carro que traz “tudo que se precisa”, de forma básica. Pra começar, o modelo conta com computador de bordo limitado as funções de consumo médio, instantâneo e autonomia.

 

O sistema de som, também básico nos ajustes e funções, inclui compatibilidade com arquivos no formato MP3 e WMA, além de entrada auxiliar P2 e porta USB para pendrive. Um detalhe que desagrada alguns clientes é a forma de abertura da tampa do CD. Mas outro detalhe interessante é a pequena tampa, que mantém as conexões P2 e USB protegidas no console cental. Apenas na verão EX, são adicionados tweeters adicionais, para melhorar os sons mais agudos.

 

Outros equipamentos presentes são: ar-condicionado digital de simples zona, controle de cruzeiro com botões no volante, repetidores de seta nos espelhos laterais, vidros elétricos (simples toque só no vidro do motorista) e palhetas do parabrisa aerodinâmicas.

 

O estepe ainda que não seja de uso temporário, tem medida diferente da roda de liga leve que vem com o carro. Ele vem com medida 175/65 R15 com roda de ferro, enquanto as rodas de liga-leve são 185/55 R16. Outro detalhe é que mesmo na versão topo de linha, o City não traz faróis auxiliares dianteiros. Isso precisa ser comprado como acessório na concessionária.

 

Um equipamento que merece atenção é a direção eletricamente assistida. Trata-se do EPS (Electric Power Steering), que a torna mais leve em baixas velocidades (nas manobras) e firme em altas (na estrada).

 

O City EX vem de fábrica com freios a disco nas quatro rodas, além de ABS e EBD (Electronic Brake Distribution) e air-bags dianteiros. Outro detalhe são as travas elétricas com acionamento automático acima de 15 km/h.

 


CityDirigibilidade

 

O City se apresenta como um carro bastante gostoso para dirigir na cidade. Já na estrada, sem rendimento é apenas mediano.

 

A suspensão é bem resistente para enfrentar lombadas, valetas e buracos. O City esta bem adaptado as condições brasileiras. Mas na estrada, principalmente em velocidade, a suspensão deixa o carro um pouco “solto”. Nada que comprometa a segurança, porém falta aquela sensação de firmeza ao volante.

 

Na cidade, o City surpreende com grande agilidade no trânsito, principalmente nas arrancadas. Além disso, e um carro muito fácil de manobrar, graças ao volante incrivelmente leve e macio.

 

Já na estrada, mais duas deficiências. Com o giro elevado do motor (acima de 4 mil RPM) o ruído do motor invade o interior da cabine com facilidade. Além disso, também falta fôlego ao motor 1,5 litro, principalmente para quem gosta de acelerar. As retomadas de velocidade podem ser caracterizadas como medianas.

 


Preço

 

O Honda City 2013 vem com três anos de garantia, sem limite de quilometragem. Ele esta disponível nas cores Branco Sólido, Prata Metálico, dois tons de Cinza Metálico, e Preto Perolizado. O preço de venda da versão EX com câmbio automático é de R$ 64,9 mil. É fato que o City EX não é um carro barato. Mas pesa a favor do modelo o Honda, um bom valor de revenda e elevado índice de satisfação dos seus usuários.

Marcelo Alexandre
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