BH espera injetar R$ 335mi em turismo no carnaval

A Belotur estima que o Carnaval de BH 2017 movimente uma receita turística em torno de R$ 335 milhões entre os dias 11 de fevereiro e o dia 1º de março. Com a expansão da festa- que espera mobilização de 2,4 milhões de foliões e 500 mil turistas-, o valor de investimento, este ano, somados recursos públicos e privados, é de R$ 5 milhões. O ano passado os aportes foram de R$ 3,3 milhões.

O presidente da Belotur, Aluizer Malab, afirma que todo um planejamento foi desenvolvido para abarcar a maior festa carnavalesca da história de BH. “Todos os esforços estão sendo feitos para garantir conforto aos foliões em termos de investimentos em estrutura, o que gera confiança e credibilidade no mercado. Esperamos consolidar a nossa cidade como rota carnavalesca no Brasil com a nossa criatividade e diversidade. Afinal, temos que aproveitar o grande potencial turístico que temos e dar mais visibilidade aos nossos atrativos”.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), a ocupação média é de 40%.  Em alguns hotéis da região central da cidade e em bairros onde há concentração de blocos de rua, a taxa chegou a 70%. Para quem pretende desfrutar dos atrativos carnavalescos da capital, parte da rede oferece descontos e atendimento diferenciado. No período entre os dias do carnaval, a taxa estimada de ocupação é de 65%.

Um levantamento sobre as expectativas em regiões de grande concentração de pessoas durante os festejos na cidade, realizado pela Fecomécio MG, em parceria com a Belotur e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel), demonstra que o mercado está otimista. O estudo revela que 73,8% dos empresários entrevistados, todos da cadeia de comércio, serviços e turismo, acreditam que o movimento será maior durante a folia em relação ao ano passado.

 

O número de empresas em funcionamento durante a folia será maior este ano. De acordo com a analista de Turismo da Fecomércio MG, Milena Soares, o ano passado, ainda não havia tanto a percepção de que essa época era propícia para fazer bons negócios. “Mais produtos e serviços estarão disponíveis para os foliões. Isso fortalece a cadeia produtiva de diversos segmentos (destaque para armarinhos, supermercados, papelarias, vestuário e calçados) e melhora a qualidade do Carnaval da cidade”, relata

O crescimento do carnaval de Belo Horizonte deve colaborar também para que Minas Gerais fique entre os três estados com maior receita no período, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo e superando a Bahia. De acordo com um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as cidades mineiras devem ter faturamento de R$ 332,4 milhões durante a folia nos segmentos de hospedagem, alimentação e transporte.

Equipe da Redação

 

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo