Feira Avirrp

Evandro Oliveira destaca novidades e desafios

Foto: Arquivo/Brasilturis

Reconstruir a relação entre o consumidor e o agente de viagens. Para Evandro Oliveira, presidente da Associação das Agências de Viagem de Ribeirão Preto e Região (AVIRRP), esse é o grande anseio da gestão atual da entidade. E também um grande obstáculo a ser transposto.

“Nosso maior desafio é consolidar a atuação dos agentes de viagens e criar instrumentos de divulgação sobre a importância deste profissional e sua capacidade de apresentar resultados, seja na forma de melhor adequação de roteiro e produtos ao perfil do cliente, seja em otimização do custo benefício do investimento em turismo por parte de passageiros, empresas e demais envolvidos na atividade”, defendeu.

A uma semana de realizar a 21ª edição de sua tradicional feira de negócios, o presidente da associação antecipou algumas novidades em relação ao formato, número de expositores e capacitações com exclusividade para o Brasilturis Jornal. Confira!

Brasilturis Jornal – Por que o agente de viagens precisa participar dessa feira?

Evandro Oliveira – Em tempos de dificuldade, o trabalho conjunto, associado, buscando o bem comum faz com que novas ideias surjam e que toda a coletividade seja beneficiada.   Além disto, agentes com maior entendimento do momento e das diversas ferramentas disponíveis terão vantagens competitivas em relação aos que não buscam por aprimoramento. Um profissional bem informado está mais apto a prestar um bom trabalho de assessoria de viagens.

Nossa feira é a primeira a acontecer depois da alta temporada de inverno, fazendo com que as operadoras tenham excelentes condições de lançar a temporada de verão e trabalhar os produtos com mais tempo.   No interior, os grupos de viagem são muito comuns, mas demandam preparação e planejamento, sendo assim, a feira proporciona um excelente momento para que o agente analise tendências e se decida sobre melhores opções de grupo para o final de ano.

BJ – Quais são as principais novidades que vocês estão preparando para a feira em termos de formato? O formato de labirinto será mantido?

EO – Na questão de formato, temos buscado integrar mais as áreas de capacitação com o local de exibição, seguindo uma solicitação que temos dos agentes de viagens. A mudança já ocorreu no ano passado, quando as salas de capacitação ficaram mais centralizadas, o que facilitou o acesso.

Para este ano, além de mantermos as salas, criamos uma arena na entrada do pavilhão de exposições, com capacidade para receber mais de 300 profissionais. Essa área será usada para o Congresso dos Agentes e capacitações, além do Tecnoturis, evento produzido pelo Brasilturis. Iremos manter o formato de labirinto em respeito aos nossos expositores e com o objetivo de melhorar o fluxo em toda a área de exibição.

BJ – E quanto à área de exposição? O número de estandes será mantido?

EO – Estamos com o mesmo pavilhão, mas com um número menor de estandes.   Os expositores estão se associando e dividindo espaços, como forma de reduzir os custos de participação. Acreditamos que em termos de marcas expostas será bem próximo do que tivemos o ano passado [118 estandes e 476 marcas].

BJ – O que você pode adiantar em relação ao conteúdo oferecido nas capacitações?

EO – Em termos gerais, o Congresso terá como objetivo discutir o agenciamento de viagens. Diferentemente de outros eventos, nosso foco não é o turismo como um todo, mas o agenciamento e suas variáveis. Queremos realmente focar na atividade e tentar criar uma discussão saudável sobre alguns aspectos.   A representação do setor e o papel das entidades, a relação com os diversos seguimentos da cadeia, operadores, hotéis, companhias aéreas, consolidadoras, seguradoras etc.  A questão é discutir novos approaches dentro do segmento.

Entre os temas estão: Empreendedorismo e inovações para o Agente, Futuro do Agente de Viagens e, fechando o bloco, acontecerá o lançamento da Campanha de Valorização do Agente de Viagens. Também estão confirmadas as capacitações de Empetur (PE), Sebrae Piauí, Maranhão, Israel, Rio Grande do Norte, Aerolíneas Argentinas, Floripa CVB, Beto Carrero e GTA.

BJ – Em que consiste a campanha de valorização do agente?

EO – Ela será apresentada na feira e foi desenvolvida com base nos questionamentos dos agentes que queriam uma campanha que mostrasse seu valor, vendesse seu serviço ao público consumidor e uma outra ação conclama a união em torno da defesa da classe e não de bandeiras. Será um grande momento em nossa feira.

BJ – Quantos agentes foram capacitados no ano passado? Quantas vagas serão disponibilizadas neste ano?

EO – Em 2016, registramos 1.100 mil agentes capacitados. Neste ano, queremos atingir o mesmo número nas duas salas para 50 pessoas e na arena que comporta mais de 400 profissionais.

BJ – Qual é a expectativa de público? A entidade espera crescimento em visitação na comparação com o ano passado?

EO – Estamos segmentando a feira para atender cada vez mais ao publico regional.   Nosso objetivo é realmente trazer o que há disponível no mercado para o agente do interior do estado de São Paulo, que é o segundo maior mercado emissor do Brasil. Nosso interesse é manter um público inscrito da ordem de 2.800 agentes (inscrições antecipadas em nosso site). A estimativa é que, nos dois dias de feira, de 4.800 profissionais circulem pelo pavilhão (entre expositores, agentes de viagens e visitantes).

BJ – Quais foram as principais conquistas da entidade em termos de capacitação e fortalecimento do profissional desde o ano passado?

EO – Realizamos cursos, seminários e apoiamos diversos eventos de capacitação, mas até isto está sendo revisto.  Tínhamos um EAD programado, mas optamos por abortar o projeto já que há outros fazendo isto de maneiras acessíveis aos agentes.  Então, acabamos focando neste trabalho que iremos apresentar como ferramenta para todo o trade, algo supra entidade.

Infelizmente a associação não é incólume ao momento e a falta de investimentos, mas em todas as nossas iniciativas nossa preocupação esta em priorizar o agente de viagens e suas necessidades.

BJ – E quais são os desafios que precisam ser enfrentados?

EO – Há muitos. Por isso estamos criando o congresso, para levantar necessidades e, então, buscar propostas e soluções.  Nosso maior desafio é consolidar a atuação dos agentes e criar instrumentos de divulgação da importância deste profissional e de sua capacidade em apresentar resultados, seja na forma de melhor adequação de roteiro e produtos ao perfil do cliente seja em otimização do custo benefício do investimento em turismo por parte de passageiros, empresas e demais envolvidos na atividade.

A importância é de apresentar tudo isto ao público consumidor, fazendo frente aos maciços investimentos que têm sido feito na desconstrução desta relação pessoal e assertiva que temos com o mercado.

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