Domingo, 28 de Maio de 2017

Hora da verdade

Quem não se lembra do anúncio da confirmação do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016? Teve comoção por parte da delegação brasileira e festa na praia de Copacabana. Hoje, os inúmeros estímulos diários, o bombardeio de informações que chegam até nós por diversos meios e dispositivos fazem com que a cena inesquecível pareça pertencer a um passado distante. Mas isso aconteceu em outubro de 2009. Parece que foi ontem, mas não foi.

A hora da verdade está próxima e acredito que vale fazer uma reflexão: porque continuamos propagando a cultura de deixar tudo para o último minuto? Entendo que haja burocracia e licitações, mas será que não daria para ser diferente? Vale ressaltar que sou uma eterna otimista e ainda acredito que tudo vai dar certo. Em nossos termos, é claro. Esse “certo” pode não ser tão bem avaliado assim por espectadores e atletas de outros países. Quando tudo acabar, não gostaria de me sentir como quem passou de ano na escola com a nota mínima necessária.

A situação exposta pela delegação australiana me incomodou bastante. Estamos falando de esportistas de alto desempenho, os melhores de cada nação que precisam de estrutura. Somos o País da hospitalidade, reconhecidos mundialmente pela simpatia e pela preocupação em receber bem. Por que dar espaço para a ocorrência de um episódio tão desagradável?

Essa reflexão pode ser extrapolada para os negócios. O que estamos fazendo de efetivo para agregar algo ao setor no qual atuamos? Estamos apoiando os clientes e trabalhando para melhorar a experiência deles? Criamos alicerces firmes para que eles retornem? Dedicamos o tempo necessário para cada tarefa? Ou a urgência e o excesso de demandas fazem com que tudo saia atropelado? Sejamos honestos: a culpa é mesmo do cotidiano conturbado ou estamos superestimando o planejamento e deixando pouco tempo para a execução?

Sempre há tempo para repensar processos e tomar novos rumos. Também acredito que ainda seja possível marcar a experiência dos visitantes internacionais que vêm ao País para participar do evento esportivo. E, como cada um usa as armas que tem, proponho nos valermos do ditado “roupa suja se lava em casa”. Não vamos contribuir com ofensas em relação à nossa casa. A proposta não é fingir que vivemos entre mil maravilhas, mas que não sejamos tão críticos com quem não pode fazer muito para nos ajudar. Deixemos críticas e propostas de solução para situações apropriadas.

No caso dos negócios, a hora da verdade acontece sempre. Ela nos confronta o tempo todo, a cada pacote que o consumidor compra diretamente pela internet. Como vamos ficar só depende de nós. E as feiras são ótimos momentos para trocar ideias, aprender, criticar alguns rumos e propor soluções. A Feira da Avirrp está aí! Vamos aproveitar a programação para benefício próprio, do setor e dos clientes.

 

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