Quarta-Feira, 24 de Maio de 2017

Intercambistas apostam em experiências mais longas ou com permissão de trabalho, segundo Belta

Segundo pesquisa divulgada recentemente pela Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association, os intercambistas que apostaram em uma experiência internacional no último ano optaram por estudos mais longos ou por países que permitem o estudante a trabalhar. Entre os dez destinos mais comuns, estão Canadá e Irlanda, por dois motivos que exemplificam bem o dado: o Canadá facilita a imigração para quem vai fazer um curso superior e a Irlanda permite que o intercambista estude e trabalho, o que diminuiu os gastos lá fora.

O estudo mostrou ainda que a maioria dos estudantes tem entre 18 e 30 anos e quase metade deles (49%) tem como fonte para a viagem o investimento feito em poupança. Os quatro cursos mais procurados são os de idioma, ensino médio (high school), de férias para jovens e aqueles com permissão para trabalho temporário.

Como o Canadá não permite que os alunos que estão em cursos de idiomas ou em high school trabalhem, a 3RA Intercâmbio, agência especializada no país, percebeu o aumento da demanda por este tipo de pacote. “Muita gente não queria deixar de ter a experiência internacional, mas por questões financeiras ou de tempo, não poderia optar pelo Canadá. Por isso, investimos na Irlanda, que tem boa receptividade para estrangeiros e conta com boas opções de escolas”, explica Francisco Zarro, diretor educacional da 3RA.

No entanto, o país vizinho dos Estados Unidos se tornou uma opção para quem quer uma experiência à longo prazo. “Os programas de pós-graduação no Canadá são excelentes e permitem que você traga a sua família. Você pode trabalhar e ter acesso ao sistema de saúde canadense”, lembra Francisco. Além disso, as recentes decisões de Trump em relação a imigrantes tem diminuído o interesse pelos EUA e, por ser mais em conta financeiramente, o Canadá tem crescido no conceito de quem está pesquisando.

Ainda segundo o diretor educacional da 3RA, a procura é grande por quem está querendo não só melhorar o idioma, no caso da Irlanda, mas que uma experiência cultural.

Ainda de acordo com a pesquisa da associação, em 2015 (dados divulgados este ano), 220 mil estudantes brasileiros partiram rumo a terras internacionais. Outro dado curioso é o índice de intercambistas da terceira idade, que passou de 2,4% em 2012 para 7,7% em 2015.

Da Redação

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