O mercado de eventos nas últimas décadas em SC

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    Buscar a profissionalização de uma área que movimenta uma cadeia produtiva com outros 50 segmentos, gerando arrecadação de impostos, emprego e renda, focando no crescimento e no desenvolvimento de Santa Catarina. Há quatro décadas esse é o trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos de Santa Catarina (ABEOC), uma das entidades do trade turístico que vem contribuindo para o grande salto quali e quantitativo do segmento de turismo de eventos que já posiciona-se como uma indústria sem chaminé.

    “Atualmente, junto com o segmento de tecnologia, o segmento de eventos figura como é uma indústria sem chaminé em Florianópolis e que junto com a tecnologia, são as duas grandes pontas econômicas da Grande Florianópolis, e mais, o turismo de eventos no Estado também, figura no topo da atividade econômica”, destaca o presidente da ABEOC Brasil – Estadual Santa Catarina, Lucas Schweitzer. Nas últimas quatro décadas, muitos foram os avanços, mas muitas são as lutas. Confira a entrevista com o presidente da ABEOC Brasil – Estadual Santa Catarina, Lucas Schweitzer:

    Quem é a ABEOC?

    Uma entidade que tem como finalidade coordenar, orientar e defender os interesses de suas associadas, representadas por empresas organizadoras, promotoras e prestadoras de serviços para eventos, cadastradas no Ministério do Turismo. Hoje, a ABEOC BRASIL está presente na maioria dos Estados brasileiros, representando a classe de organizadores de eventos.

     

    Quais os principais objetivos da entidade?

    – Defender os interesses das associadas, tornando a atividade de organização e prestação de serviços em eventos reconhecida, valorizada e respeitada perante o mercado e as entidades institucionais e órgãos públicos.

    – Promover e incentivar as relações entre suas associadas no sentido de possibilitar intercâmbio técnico e comercial através da promoção, realização e apoio de encontros, reuniões, eventos, cursos, projetos e similares.

    – Orientação de interessados em como proceder para atuar na área de eventos de acordo com a legislação.

    – Estímulo à prática de atividades com um elevado sentido ético nas relações entre as associadas e, entre essas e o mercado.

     

    Quais as principais conquistas nestes 40 anos?

    A profissionalização do mercado de eventos, fazendo com que SC e as empresas daqui tenham potencial para competir com o mercado internacional. E também os ganhos como representante do segmento de eventos no país e estreitamento com o poder público, posicionando o segmento e lutar pelas demandas e necessidades do setor.

    Além disso, buscar tornar os destinos turísticos brasileiros inteligentes, atendendo as necessidades cada vez mais latentes dos consumidores.

     

    Em Santa Catarina, podemos traçar um ranking das regiões com maior potencial para o turismo de eventos?

    Podemos posicionar as cidades que hoje mais se destacam, ou seja, que lideram esse trade: Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville, Blumenau, Serra e Chapecó.

     

    Haverá uma sessão solene em homenagem aos 40 anos da entidade. Comente sobre.

    Entidades e instituições parceiras da Associação Brasileira de Empresas de Eventos de Santa Catarina (ABEOC), serão homenageadas em uma Sessão Especial em comemoração aos 40 anos da associação. O evento será no dia 22 de maio, no Plenário Deputado Osni Régis, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

     

    Quem são as entidades amigas da ABEOC e como foram selecionadas?

    Cerca de 20 instituições receberão o troféu “amigas da ABEOC”, uma homenagem pelos trabalhos realizados em benefício do setor. Cada uma delas receberá um troféu que simboliza a parceria.

    O critério foi mapear as instituições que ajudam e fomentam o mercado de eventos no estado, tanto de poder público, na questão de regulamentação e segurança e demandas das cidades, bem como as instituições de ensino, as entidades  e as empresas que têm colaborado para a qualificação cada vez maior deste mercado. Além disso, iremos homenagear os associados que fazem parte destes 40 anos.

     

    Existe alguma pesquisa/mapeamento deste segmento?

    Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Ministério do Turismo, intitulada O panorama das agências de viagens e operadores turísticos no Brasil, revelou que a região Sul fica atrás do Sudeste e Nordeste, respectivamente, quando se trata do número de empresas nestes segmentos. No Brasil há 32.211 agências de turismo, 27,83% delas em solo catarinense. O Estado fica atrás do Paraná e Rio Grande do Sul em número de empresas, com 1.419. Com relação aos operadores turísticos o cenário é semelhante. A região Sul figura em terceiro lugar nacional, com 14,27% dos operadores e Santa Catarina aparece em terceiro dentro da região, com 17,38%, ou 94 empresas.

     

    A ABEOC também está construindo um mapeamento catarinense do trade?

    Fizemos uma primeira pesquisa, da regional da Grande Florianópolis, de dimensionamento, que foi realizada por amostragem, focando no potencial da região.

     

    A Capital catarinense é referência em eventos internacionais, conforme o ranking da ICCA. Porém, o Brasil caiu quatro posições na classificação geral e ocupa a 15ª posição atualmente. Como você analisa essa situação?

    Vejo isso como reflexo da crise que o país passa, uma crise política que se reflete na financeira e que faz com que tenhamos essa queda. Mais do que nunca é importante retomarmos esses investimentos na área de captação e representatividade do país fora daqui, para que possamos mostrar a nossa força. O empresário busca cada vez mais se reinventar e é isso que como ABEOC estamos lutando para fazer acontecer, para que a lupa volte para esse nosso grande potencial.

     

    Quais os desafios e gargalos para os próximos 40 anos?

    A entidade se reinventar, revendo de que forma pode mais atuante e mais presente no dia a dia dos associados, fortalecendo o segmento de forma institucional, política e mercadológica. Criar um novo momento para entidade, acompanhando todas as mudanças que estão ocorrendo no modelo de consumo, de eventos, desse novo mercado e, principalmente, das tecnologias que surgem a cada novo dia.

     

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