Questão de ponto de vista

    0

    É fato que os viajantes chegam hoje às agências de viagens com as informações sobre o destino escolhido na ponta da língua. Sabem quais são os atrativos, a melhor época para viajar, já leram depoimentos de viajantes, resenhas de hotéis, viram fotos. Se bobear, já fizeram até um roteiro com os passeios imperdíveis.

    Muitos deles acabam optando por fechar os pacotes sozinhos, dispensando o trabalho dos profissionais da área. Mais ainda agora, em tempos de crise, quando qualquer valor economizado parece válido. Essa parte pode ser fácil, afinal há dados de sobra na internet e a facilidade para reservar os itens de um pacote é enorme.

    Mas o que acontece se o viajante tem algum problema durante a viagem? Precisa remarcar um voo ou, ao chegar à recepção do hotel previamente reservado, se depara com a informação de que o estabelecimento está passando por reformas emergenciais e não pode mais prestar o serviço. A quem esse viajante irá recorrer?

    É claro que ninguém quer ter problemas durante a viagem, mas esse desejo não evita que situações desagradáveis aconteçam. Sem saber por onde começar e, muitas vezes, sem ter para quem pedir ajuda, o viajante pode acabar tendo de gastar o valor economizado inicialmente com taxas e outras despesas.

    Tudo isso acontece porque existe uma crença generalizada que comprar com agente de viagem sai mais caro. Pelo contrário! Em uma situação hipotética de imprevisto, o profissional pode conseguir orientar o cliente e reacomodá-lo – no voo ou no hotel – sem que ele tenha de gastar um tostão a mais. E então, o que vale mais? Viajar tranquilo, sabendo que está respaldado em caso de emergência ou se arriscar?

    Outra vantagem é que um bom agente de viagens trabalha como um consultor de destinos. Indica os hotéis com melhor localização em relação aos principais pontos turísticos, explica como funciona o sistema de transporte no destino escolhido, dá dicas para o cliente não entrar em “roubadas”. E mais: questiona os interesses do cliente e indica opções certeiras para tornar a viagem dele mais prazerosa. O viajante gosta de vinhos? O profissional inclui no roteiro a visita a uma bodega deliciosa, de tradição familiar e pouco divulgada nos guias virtuais. É apaixonado por fotografia? Ele dá dicas de lugares para fazer os cliques do melhor ângulo.

    Para isso é preciso esforço do profissional em termos de formação e capacitação. É claro que não dá para saber tudo de todos os lugares, mas é possível se preparar antes de atender a um cliente importante. Agentes de viagens devem ser amantes da informação, passar por treinamentos constantes, ler muito e estudar o perfil de seus clientes para oferecer informações certeiras. Assim, promoverão experiências inesquecíveis e ganharão um lugar cativo na memória afetiva do viajante em relação àquele destino.

    Camila Lucchesi

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Please enter your comment!
    Please enter your name here