A formação de um ciclone extratropical entre a noite desta sexta-feira (27) e a manhã de sábado (28) coloca nove estados brasileiros em alerta para chuvas intensas, com potencial impacto na malha aérea nacional. Para o Turismo, o fenômeno exige atenção redobrada, já que atrasos, cancelamentos e redirecionamentos de voos podem ocorrer, especialmente em aeroportos do Sudeste.
O sistema começou a se intensificar na quarta-feira (25), a partir de uma área de baixa pressão atmosférica próxima à costa da Região Sudeste. Segundo dados do Meteored, os acumulados de chuva podem superar 200 mm até domingo (1º) em diversas localidades.
Os estados na rota do ciclone são:
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Minas Gerais
- Espírito Santo
- Goiás
- Tocantins
- Bahia
- Maranhão
- Piauí
A previsão indica que, já na quinta-feira (26), houve registros de chuvas fracas e isoladas no Sudeste, na Bahia, entre Goiás e Tocantins, além do Sul do Maranhão e do Piauí. Entre a tarde e a noite, as instabilidades ganharam força.
Na sexta-feira (27), a tendência é de intensificação das precipitações, com maior volume no Leste de São Paulo, em todo o Rio de Janeiro e Espírito Santo, praticamente todo o território mineiro, além de Tocantins, Bahia (principalmente no Sul), região central de Goiás, Maranhão e Piauí.
No sábado (28), com a atuação da frente fria associada ao sistema, as instabilidades se ampliam entre Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. São esperadas chuvas intensas no Norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Centro-Leste e Norte de Minas Gerais, Tocantins, Piauí e Bahia.
Entre os municípios que podem registrar volumes superiores a 200 mm até domingo estão Itamira (ES), Ponto Belo (ES), Franciscópolis (MG), Ataléia (MG), Chapada do Norte (MG), Santana da Serra (MG) e Levinópolis (MG). Em outras áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Tocantins e Norte de Goiás, os acumulados podem ultrapassar 120 mm.
Impacto potencial na malha aérea
Para o setor de viagens, o cenário reforça a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas. Chuvas intensas, ventos fortes e possibilidade de temporais elevam o risco de ajustes operacionais em aeroportos, especialmente nos estados mais afetados.
O histórico recente serve de alerta. Em 10 de dezembro de 2025, rajadas superiores a 80 km/h em São Paulo provocaram cancelamentos e redirecionamentos de voos no Aeroporto de Congonhas. Na ocasião, companhias aéreas cancelaram voos e alternaram operações para outros terminais diante das condições meteorológicas adversas.
Mesmo quando a infraestrutura aeroportuária permanece operacional, as decisões preventivas das companhias podem impactar diretamente passageiros de lazer e corporativos. Para agências de viagens, operadoras e gestores de viagens corporativas, a recomendação é reforçar a comunicação com clientes e acompanhar, em tempo real, o status dos voos.
Riscos adicionais e logística
Além do impacto aéreo, há risco de deslizamentos, alagamentos e enxurradas, sobretudo em áreas com solo já encharcado, como parte de Minas Gerais. Em regiões metropolitanas, a combinação de chuva volumosa e ventos pode afetar deslocamentos terrestres, transfers e acesso a aeroportos.
Em períodos de instabilidade como este, o que se deve considerar:
- Reforço no atendimento pré-embarque
- Checagem antecipada de voos
- Flexibilização de remarcações quando possível
- Orientação sobre chegada antecipada aos aeroportos
Embora o potencial de chuva diminua em parte de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Centro-Sul de Minas no domingo, o volume acumulado até lá pode gerar reflexos operacionais.







