O governo do Catar anunciou a extensão automática, por um mês, dos vistos de entrada de viajantes retidos no país em razão do fechamento do espaço aéreo iniciado no último sábado (28). A medida foi comunicada pelo Ministério do Interior e vale para todas as categorias de visto, sem cobrança de taxas adicionais.
Segundo as autoridades, a prorrogação será processada automaticamente. Novas extensões poderão ser avaliadas “de acordo com os desdobramentos” da situação. Permanecem sujeitos a multas apenas os viajantes cujos vistos expiraram antes de 28 de fevereiro, data em que começaram os ataques retaliatórios do Irã.
Atualmente, cidadãos de 102 países podem obter visto gratuito na chegada ao Catar. Para a maioria das nacionalidades europeias, o período de permanência é de até 90 dias. Outras têm direito a 30 dias, com possibilidade de renovação por mais 30.
Espaço aéreo fechado e voos suspensos
A Autoridade de Aviação Civil do Catar anunciou o fechamento do espaço aéreo pouco depois do meio-dia, no horário local, em 28 de fevereiro. Desde então, não há voos comerciais de entrada ou saída do país.
A Qatar Airways, transportadora nacional, publica atualizações diárias sobre a suspensão das operações. Passageiros com reservas entre 28 de fevereiro e 10 de março de 2026 podem remarcar a viagem para até 14 dias depois da data original ou solicitar reembolso. Alterações podem ser feitas pelo site ou aplicativo da companhia.
Enquanto os Emirados Árabes Unidos iniciaram voos excepcionais para repatriar passageiros retidos, o Catar mantém as operações suspensas desde o início da restrição.
Impacto também na Ásia
A crise também afetou o Sudeste Asiático. Na Tailândia, 47 voos de e para o Aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangcoc, e 36 operações em Phuket foram cancelados por companhias como Emirates, Etihad Airways, Gulf Air e Kuwait Airways, além da própria Qatar Airways.
O governo tailandês informou que também oferecerá extensão de vistos a turistas impactados, enquanto hotéis foram orientados a disponibilizar tarifas reduzidas aos viajantes afetados.
O governo de Abu Dhabi anunciou que irá custear a hospedagem de turistas impedidos de deixar o emirado em razão das restrições aéreas provocadas pela escalada do conflito no Oriente Médio.

