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Ficha Digital de Hóspedes inaugura fase no Turismo, afirma especialista

Obrigatoriedade substitui modelo em papel por formulário integrado à plataforma Gov.br e exige adaptação imediata do setor

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A obrigatoriedade da Ficha Digital de Hóspedes em todo o território nacional marca uma nova etapa na modernização do turismo brasileiro. A medida substitui o preenchimento em papel por registro eletrônico, com envio e armazenamento digital das informações dos viajantes, impactando diretamente hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem.

A mudança estabelece que o cadastro dos hóspedes seja realizado exclusivamente em formato digital, com o objetivo de padronizar dados, agilizar processos e fortalecer a comunicação com órgãos públicos. A nova exigência altera rotinas operacionais e demanda adequação tecnológica por parte dos empreendimentos.

Segundo Marco Antonio Araujo Jr, advogado e presidente da Comissão Especial de Direito do Turismo, Mídia e Entretenimento do Conselho Federal da OAB, a digitalização acompanha um movimento global do setor.

“A ficha digital de hóspedes não é apenas uma atualização tecnológica, mas uma transformação estrutural na forma como o turismo se organiza e se relaciona com o poder público. Ela traz mais transparência, segurança jurídica e eficiência operacional para todos os envolvidos”, afirma.

Antes, o preenchimento manual frequentemente gerava filas, inconsistências de dados e dificuldades de armazenamento. Com sistemas digitais, o check-in tende a se tornar mais ágil, reduzindo tempo de espera e minimizando erros de registro.

Além da praticidade, a medida amplia a segurança das informações. Dados organizados e padronizados facilitam consultas oficiais em situações específicas, como investigações ou levantamentos estatísticos sobre fluxo turístico, contribuindo para maior confiabilidade no ambiente de negócios.

Impactos na gestão e no planejamento

Para os meios de hospedagem, a digitalização também representa oportunidade de aprimorar a gestão. O acesso estruturado a informações como perfil do hóspede, frequência e preferências permite análises estratégicas mais precisas e personalização de serviços.

No entanto, a transição pode representar desafio inicial, sobretudo para pequenos empreendedores. Investimentos em sistemas, treinamento de equipe e adequação à legislação exigem planejamento. Ainda assim, a expectativa é que os ganhos operacionais e competitivos superem os custos no médio prazo.

“É natural que exista uma curva de adaptação, especialmente para negócios menores. Mas estamos falando de uma mudança que alinha o Brasil às melhores práticas internacionais e abre portas para inovação no turismo. A digitalização é um caminho importante”, destaca Marco Antonio.

A tendência é que a ficha digital se integre progressivamente a outras plataformas, como sistemas de reservas, meios de pagamento e ferramentas de análise de dados, consolidando um ecossistema mais conectado no setor.

A longo prazo, a base de dados gerada poderá subsidiar políticas públicas mais precisas e estratégias de promoção de destinos, fortalecendo o planejamento turístico nacional. “Com informações mais confiáveis, é possível tomar decisões mais assertivas e promover um crescimento mais sustentável do setor”, conclui o especialista.

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