2040: Expo + Fórum debate futuro do Turismo e dos eventos

De acordo com Ori Lahav, o segmento passou por uma mudança em meio à pandemia, principalmente quanto à comunicação e planejamento

Expo + Fórum

Como os eventos estão se comportando em meio à digitalização e quais são as expectativas para os espaços de reuniões virtuais? Esse foi o foco de um dos debates do Expo + Fórum Virtual de Turismo Global, promovido pela Associação Latino-americana de Conventions e Bureaus, em parceria com o Internacional BVTS Group.

O debate contou com a presença de Ori Lahav, vice-presidente de Operações e Clientes do Kenes Group e presidente da International Association of Professional Congress Organizers (IAPCO) e foi mediado por Ana María Viscasillas, fundadora do Business Tourism Services.

De acordo com Lahav, um dos principais desafios logo no início da pandemia foi reprogramar os eventos e, como opção, postergar a maioria deles, tomando como premissa a biossegurança. No começo, a ideia era adiar por três meses, contudo, novos adiamentos foram necessários. Assim, as plataformas online ganharam destaque.

“Tivemos que nos reinventar frente ao cenário que nos foi apresentado e a escolha de um sistema que, de fato, atendesse nossas expectativas, foi um desafio. E um plano de comunicação se mostrou necessário para auxiliar nesse momento”, afirma o presidente da IAPCO.

O profissional ainda destacou quatro domínios dos eventos híbridos, temos que vem ganhando força durante a pandemia. São eles:

  • O tradicional: com a presença de alguns profissionais, permitindo networking, mas respeitando o distanciamento social
  • Live: conteúdo transmitido de maneira virtual e permitindo que mais espectadores tenham acesso ao evento
  • Virtual: com diferentes ferramentas e ações durante o evento e que conquistem os participantes
  • Educação continuada: Oferecer conteúdo que atenda ao objetivo de passar informações e de uma forma mais completa, possibilitando uma extensão do evento

Futurismo até 2040

O futurismo e as previsões para o segmento de eventos também foi uma das pautas debatidas nesta terça (15). A conversa, ministrada por Graziela Padoin, consultora assessora da Associação de CVB Latam do Brasil e Argentina, contou com a presença de Ian Yeoman, professor da Universidade Victoria de Wellington, e Kit Lykketoft, diretora do Convention Wonderful Copenhagen.

De acordo com Yeoman, há algumas coisas do Turismo que não vão mudar. Dentre elas, estão:

  • A procura por destinos de praias
  • Apesar da preocupação com o meio ambientes, os passageiros continuarão viajando
  • Turismo e viagens continuarão sendo tópicos favoritos de conversas
  • Destinos tradicionais não vão sair do radar, mas vão ganhar novos concorrentes
  • Mesmo com a pandemia, a tendência é esquecer da pandemia logo após a primeira viagem

Mas, ainda segundo o profissional, há alguns fatores que tendem a motivar algumas mudanças, incluindo a globalização, demografia, mudanças climáticas, transporte, entre outros.

De acordo com uma pesquisa realizada durante a conversa, foi notado que 57% dos espectadores acreditam que uma sociedade envelhecida pode ser um grande risco para o setor. Em seguida, estão a falta de preocupação com o meio ambiente, segundo 29%, e um mundo dividido, conforme aponta 14%.

Apesar da preocupação com tal risco com uma sociedade envelhecida, somente 13% de fato acreditam que este cenário venha ser efetivo. O mais provável que ocorra, segundo estimativa dos espectadores, é que os destinos apostem em ações em prol do meio ambiente, conforme declara 50%, e em tecnologia, segundo 38%.

“Uma mudança demográfica, para mim, tende a impactar muito mais o setor. E, em seguida, as mudanças climáticas. Tendemos a nos adaptar às mudanças climáticas, mas há uma reestruturação social quando falamos em alterações demográficas, principalmente a longo prazo”, afirma o professor.

Quanto aos setores de congressos e eventos, Kit afirma que a indústria vem conquistando um crescimento significativo motivado pelas megatendências e nas transformações econômicas. E essas mudanças tendem a resultar em quatro possíveis cenários. São eles:

  • Adaptação acelerada
  • Catalisador de mudanças
  • Regional
  • Selvagem

“Devemos estar atualizados a respeitos dos campos digitais, teremos um futuro que terá os modais híbrido e digitai, e quando falo isso, pode ser em vários formatos. Se espera que se tenha responsabilidades sociais e econômicas. Primeiro, temos que nos recuperar e nos reconstruir. Vamos ter padrões que nos possibilite um desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo que teremos uma tendência maior em viagens de negócios e lazer combinadas”, finaliza Kit.


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