A1, Localiza, Intercity Hotéis e Travel Ace falam sobre 2021

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Na última quinta-feira (3), aconteceu a edição de dezembro do “Café para Viagem” organizado pela A1. O encontro aconteceu com a participação de Alexandre Gehlen, diretor Geral da Intercity Hotéis e Presidente do Conselho do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil; Jonathas Soeiro, Gerente de Vendas Regional da seguradora Travel Ace Assistance; Thiago Roldão, Gerente Nacional Travel da Localiza, e Augusto Bezerra, gerente de vendas da mesma locadora, além de Lorena Ávila, sócia da A1, e Dedra Freitas, gerente de vendas da A1.

Alexandre Gehlen relembrou que 2020 começou com ótima expectativa para a Intercity Hotéis, depois de um 2019 de crescimento com reajuste de tarifas em relação à inflação, represado nos anos anteriores. “No nosso caso, as tarifas foram reduzidas em 14%, 15%, mas houve muita flutuação. Para 2021, não esperamos crescimento [em relação a 2019], mas esperamos chegar a 90% do que foi 2019”, pontua.

Ele mencionou uma projeção do Wall Street Journal de que o mercado de turismo teria de 20% a 35% menos viajantes corporativos depois da pandemia. Segundo Alexandre, a Intercity Hotéis projeta que entre 10% e 30% do volume de reuniões e eventos presenciais poderá ser substituído por encontros virtuais. “Lazer é outro esquema, a pessoa precisa mesmo sair de casa”, comentou.

Entre tantas mudanças que 2020 trouxe para o negócio, Alexandre mencionou a redução no quadro de funcionários e a mudança no perfil do viajante. Antes da crise, 50% do inventário era usado por grandes companhias, e os outros 50% era usado por profissionais liberais, com tarifas flutuantes, ou para lazer.

“As grandes companhias ainda não voltaram. Hoje os hotéis são procurados por profissionais liberais que pagam do próprio bolso ou por viajantes de lazer”, ele analisa. Como Presidente do Conselho do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Alexandre lembrou que o setor de hospitalidade representa 8% do PIB do Brasil.

Para a Localiza, 2020 foi uma montanha-russa que termina em alta, com uma importante mudança de posicionamento: “Deixamos de ser um outsider no mercado de turismo”, crava Thiago Roldão, Gerente Nacional Travel da locadora. “Antes, muitas agências se limitavam a vender passagem aérea e hotel, e o cliente também não tinha tanta familiaridade com aluguel de carros. A crise mudou esse comportamento”, analisa.

Hoje, a demanda por veículos é alta porque algumas pessoas estão preferindo dirigir a pegar avião, e porque muitas rotas aéreas foram canceladas ou reduzidas. Além disso, as montadoras têm tido dificuldade em repor o estoque de veículos novos.

A locadora teve muitas mudanças de perspectivas durante o ano, que começou com grande otimismo, passou por um período de pátios lotados e termina com grande demanda. “Nenhum especialista poderia prever esse cenário, o que estamos vivendo é algo único”, reconheceu Augusto Bezerra, gerente de vendas da Localiza. Ele contou que o ano começou bem mas, assim que a crise chegou, os pátios da locadora ficaram cheios.

 “Ficamos apenas com os aluguéis mensais, os aluguéis por diária desapareceram. Tivemos de reduzir nossa frota”. A demanda voltou a aumentar com a flexibilização da quarentena: “As pessoas perceberam que, ainda que estivessem em isolamento, precisavam se locomover em alguma medida. Além disso, como o carro é um modal em que é possível viajar sozinho, ganhou a preferência”, diz Augusto.

Jonathas Soeiro, Gerente de Vendas Regional da seguradora Travel Ace Assistance, acredita que os seguros nacionais sairão da crise com uma nova importância, apesar da grande vontade do brasileiro de viajar ao exterior: “As pessoas querem viajar, mas as fronteiras fechadas impedem esse movimento”.

Ele lembra que um dos maiores desafios da pandemia foi encontrar uma saída legal para cobrir a covid-19, já que é praxe das seguradoras não cobrir eventos adversos como pandemias, ataques terroristas ou grandes desastres naturais. “Essas restrições são antigas e conhecidas no mercado, mas muitos clientes não se atentavam a isso”.

Como empresa especializada em assistência ao viajante, a Travel Ace negociou com os fornecedores para oferecer esta cobertura aos clientes: “Hoje, temos uma seguradora que cobre até 30 mil dólares para custos com covid-19”, ele pontuou.

A A1 também compartilhou a jornada que as gestoras de viagens estão tendo desta crise. Segundo Lorena Ávila, sócia da gestora de viagens corporativas, o mercado corporativo está trabalhando cerca de 30% do que foi 2019. “As viagens internacionais tinham grande volume, mas foram muito reduzidas com o fechamento das fronteiras.

Na A1, ainda fazemos viagens internacionais, algumas muito complexas em função das limitações de voos e das fronteiras, mas em quantidades bem menores”, ela analisou. Todos os participantes acreditam que a cultura brasileira, que valoriza o contato presencial e a proximidade, será um trunfo para o turismo no país. “Inserir a cultura virtual aqui parece muito mais difícil do que em outros países. Sorte nossa de estarmos nesse negócio aqui”, finalizou Lorena Ávila, sócia da A1.

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