Abav Collab: entidades debatem efetiva retomada do Turismo

Em debate promovido durante a Abav Collab, Clia Brasil, Abracorp, Abeoc e Abav contam como os segmentos estão reagindo ultimamente

Retomada do Turismo
Fátima Bezerra (Abav Nacional), Magda Nassar (Abav Nacional), Adriana Carvalho (Abeoc), Carlos Prado (Abracorp) e Marco Ferraz (Clia Brasil)

A Abav Collab, promovida pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional) promoveu, nesta quarta (30), o primeiro painel “Retomada do Turismo”. O debate contou com a presença de Magda Nassar, presidente da Abav Nacional; Carlos Prados, presidente da Abracorp; Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil, e Fátima Bezerra, diretora da Abav Nacional; Adriana Carvalho, vice-presidente da Abeoc.

Magda se orgulha de abrir o primeiro debate da feira virtual e dos feedbacks positivo que recebe. “Desejamos que todos tenham grandes negócios, grandes encontros. Nos preparamos para todos possam sair com a retomada dentro das suas mãos”, agradece aos presentes do encontro pela participação e pela união entre as entidades.

Dados e números da retomada

Prado deixa claro que a união entre entidades foi um fator essencial para o processo de retomada do turismo e que auxilia para que os números, enfim, comecem a aparecer. “A retomada está sendo gradual e começa a apresentar os primeiros sinais. Se comparado com 2019, ainda estamos 83% abaixo. Mas como gosto de ver o copo meio cheio, se comparamos com abril, quando estávamos quase zerados, subir 18% já é um bom número”, afirma.

Ainda de acordo com dados apresentados pelo executivo, houve um crescimento de 28% no valor monetário de julho para agosto quanto aos bilhetes emitidos. “As empresas pequenas estão viajando muito mais. Os maiores desafios envolvem as grandes corporações que dependem de uma autorização da casa matriz para que os executivos retornem as viagens”, comenta o presidente, que estima fechar o ano com vendas em torno de 45% do que foi registrado em 2019.

E a preparação para a retomada é o dever de cada destino, segundo Adriana, que afirma se tratar do caso de Rio de Janeiro. Segundo ela, houve uma união com o setor de turismo e o desenvolvimento de protocolo para cada um dos segmentos. “Identificamos eventos que funcionam no sistema de rodízio, trabalho que vamos fazer para captação de eventos pro estado. Fizemos isso com os conventions bureaus do estado, hoje 22, e por incrível pareça, e achamos 1.080 eventos que podem vir para o Rio de Janeiro. O Brasil todo ganha com isso” se orgulha.

Adriana ainda indaga que o segmento de eventos é um dos que ainda sofre muito para retornar de forma efetiva. “Muitos mercados semelhantes ao de eventos estão retornando e os eventos continuam parado. Quando pensamos no turismo, as atividades que mais ativam o setor é este segmento. Há transporte, alimentos e bebidas, hotéis, agências de viagens e assim por diante. A gente sente muito por esse mercado não estar funcionando”, pontua.

No segmento de cruzeiros, Ferraz afirma que o mercado mundial demonstrava um contínuo crescimento até 2019 e que, até 2027, estão previstas 113 operações, totalizando mais de 264 mil leitos. No Brasil, apesar da temporada 2019/20 contar com um mês a menos, registrou um crescimento de 7%, resultando em mais de R$ 2,2 bilhões, mais de 2 mil empregos a mais, se comparado com a temporada anterior, e com o impacto econômico médio gerado por cruzeirista totalizando R$ 557,32.

O presidente da Clia Brasil, ainda, agradece e se orgulha da atuação brasileira logo após o anúncio de paralisação do segmento. “Em julho, enviamos nossos protocolos junto com associados, a Anvisa enviou relatório e esse grupo estabeleceu um grupo de trabalho para aprovação dos protocolos.  Em paralelo, começamos a conversa com os estados e municípios onde há operações e todos apoiaram as novas medidas. Devemos ter uma reposta nas próximas semanas para iniciar nossas operações em novembro”, declara.

Confira os pilares dos protocolos da Clia envolvem:

Clia Brasil

Acelerando a retomada

Para Magda, para acelerar o setor, é necessário começar a trabalhar muito forte. “As pessoas tem um desejo intrínseco em viajar. A indústria se preparou para essa retomada, a hotelaria, os cruzeiros, todos se prepararam. A gente fez o nosso papel de regulamentar o turismo da melhor forma possível. Criamos esse programa importante que é o Movimento Supera Turismo, que também explica aos passageiros o papel deles dentro do setor”, afirma.

Prado, por sua vez, reforça que, por mais que a retomada seja uma palavra de ânimo, a quarentena ainda tem seu papel essencial, até que a imunização seja efetiva. “Dentro do Movimento Supera Turismo vamos trazer novas ações que vamos incentivar os governos a apoiar o mercado. Fazendo isso, conseguiremos avançar bem”, conta.

Ferraz deixa claro que, mais uma vez, a união é a palavra-chave. “Eu acho que tudo convergindo, a gente tem como acelerar a retomada. O Réveillon já está com bastante procura. Acredito que com o carnaval será a mesma coisa. Mas temos que ser responsáveis e não deixar que uma nova onda venha a afetar o setor”, declara.

Adriana cita a comunicação para com o cliente, deixando claro que os viajantes também possuem um papel importante nesse reaquecimento. “O empresariado fez todo o dever de casa e tudo bem pensando e temos que mostrar para o turista que ele deve seguir regras. Aqui no Rio de Janeiro nos surpreendemos positivamente, com reaquecimento acontecendo de forma mais forte do que era esperado, com os 92 municípios recebendo visitantes. Mas ainda temos dificuldades com eventos e acho que essa é a parte mais difícil”, comenta.


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