Abih Nacional registra fechamento de 90 hotéis após fim da Copa do Mundo

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Apenas São Paulo, Recife, Fortaleza e Natal estão entre os estados que não fecharam hotéis após a Copa do Mundo

O setor de turismo melhorou seus índices no país, dando mostras de recuperação no primeiro semestre de 2018. Apesar desse crescimento, a indústria nacional de hotéis vem enfrentando, desde o final da Copa do Mundo, baixas consideráveis no valor de sua diária média, numa tentativa de manter as taxas de ocupação em um nível operacional.

Um levantamento da Abih Nacional (Associação Brasileira Indústria Hotéis), realizado nas 12 cidades que sediaram os jogos da Copa, registrou o fechamento de pelo menos 90 unidades hoteleiras, em oito capitais das doze cidades-sede, desde o final da competição.

São Paulo, Recife, Fortaleza e Natal não registraram o fechamento de hotéis, sendo que na capital do Rio Grande do Norte houve a abertura de seis estabelecimentos e duas novas unidades foram inauguradas em Fortaleza.

No Rio de Janeiro, 13 hotéis findaram suas operações, sem contar outros três que estão fechados, indefinidamente, para reformas. Em Belo Horizonte, o número chega a 23 e, em Porto Alegre, a 16. Em Curitiba, houve o fechamento de três hotéis; em Salvador, 21; Manaus, 4; Cuiabá, 7, e, em Brasília, 2 não chegaram sequer a iniciar suas operações.

Dificuldades

Para Manoel Linhares, presidente da Associação, a alta carga tributária, somada à falta de políticas de incentivos e de divulgação dos destinos, contribuem para o cenário negativo.

Além disso, Linhares ainda destacou a ausência de regulamentação dos aplicativos de reservas de hospedagem em residências, níveis críticos na área de segurança e crônica falta de infraestrutura do país, aliada a uma malha aérea cara e segmentada.

Para o presidente, é fundamental que essas pautas avancem e sejam incluídas na reforma da Lei Geral do Turismo (LGT).

“Tudo isso, combinado, se torna um grande impeditivo para a indústria de turismo atuar com grande relevância na economia do país, gerando mais empregos e renda. Precisamos trabalhar ainda mais para que pontos como a regulamentação das plataformas de venda de hospedagem e o valor dos tributos pagos por elas sejam direcionados para um fundo que financie a divulgação estratégica dos múltiplos destinos do Brasil, entrem na atualização da Lei Geral do Turismo” defende Linhares.

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