ABIH Nacional e trade de PE são contra complexo em Porto de Galinhas

O projeto contrariado pela ABIH Nacional prevê a construção de dois hotéis com mil unidades habitacionais, além de flats e unidades de lazer

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Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional
Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional

A ABIH Nacional, juntamente com a ABIH-PE e representantes do trade de turismo de Pernambuco, se posicionaram contra à construção de um complexo hoteleiro de 2 mil quartos na Casa do Governador, em Porto de Galinhas, por parte do grupo Teixeira Duarte, de Portugal.

O projeto contrariado pela ABIH Nacional prevê a construção de dois hotéis com mil unidades habitacionais, além de flats e unidades de lazer, numa propriedade de 70 hectares na que a posse, segundo a associação, é do estado de Pernambuco e da União.

Para o presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, a região já oferta cinco mil leitos, em mais de 20 hotéis e 200 pousadas, e o ideal seria usar o espaço com outras finalidades e teve que o local incentive um turismo predatório e inviabilize comercialmente diversos hotéis.

Casa do Governador, em Porto de Galinhas (Foto - Divulgação)
Casa do Governador, em Porto de Galinhas (Foto – Divulgação)

“Porto de Galinhas é hoje um case mundial que vem sendo trabalhado há mais de 30 anos quase que exclusivamente pela hotelaria e empreendedores do turismo local. Hoje, recebe um milhão de turistas por ano, sendo que 70% nacional e 30% estrangeiros”, afirmou.

“O governo do estado poderia, por exemplo, criar um centro de lazer com diferentes equipamentos turísticos para aumentar as opções de entretenimento e, consequentemente, o tempo de permanência do viajante no destino”, ressaltou Linhares.


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CVB local também se posiciona contra

Segundo Otaviano Maroja, vice-presidente do Porto de Galinhas CVB, um dos itens de maior discussão no projeto do complexo e uma área é destinada para implantação de flats e condomínios.

“Esse tipo de empreendimento é de extremo risco, pois gera diversos problemas aos destinos turísticos, como a super oferta de leitos e o não recolhimento de tributos ao município”, apontou.

“É preciso destacar ainda que a instalação de flats, num local que deve ser utilizado com o viés do desenvolvimento sustentável, certamente irá descompensar o equilíbrio da indústria hoteleira que vem se instalando há décadas com competência, coerência e previsibilidade, e não servirá sequer como impulsionador do turismo e gerador de emprego, pois os flats geram apenas um décimo dos empregos criados pelos hotéis”, explicou.


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