Abla divulga números do Anuário Brasileiro de Locação de Veículos 2021

Segundo a Abla, a locação de carros para o turismo de lazer foi responsável por 34% da demanda, já o turismo de negócios ocupou 16%

Abla

Nesta quarta-feira (24), a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) divulgou os resultados do Anuário Brasileiro de Locação de Veículos 2021. Apresentado por Paulo Miguel Júnior, presidente da entidade, o encontro digital via plataforma Zoom destacou o papel do turismo na locação de carros no último ano.

Segundo o balanço da Abla, a categoria foi responsável por 34% do uso de veículos, o turismo de negócios ocupou 16% da demanda e a terceirização de serviços foi responsável por 56% das atividades. A flexibilização das medidas de segurança e o incentivo das atividades turísticas de curta distância fazem Paulo crer que foram fatores importantes para a movimentação do setor.

“Tivemos uma retomada acima do esperado. O Rent a Car (RAC) aqueceu muito no final do ano, com pessoas buscando veículos para viagens de carro de curto percurso, já que o aéreo estava fechado ou com pouca oferta, o cenário era incerto e havia incentivo do turismo regional por parte dos estados”, declara.

A Abla aponta ainda, o aumento da frota total de 997.416 mil para 1.007.221 no comparativo com 2019, mesmo com atraso na entrega de veículos por parte das montadoras. “A perspectiva é grande para a locação turística, ainda mais porque há pouco tivemos um anuncio da redução de acentuada de voos. Estamos passando por uma grande restrição no Brasil como um todo e as pessoas continuam vendo o carro como um veículo seguro. Neste momento para o setor corporativo, a locação avulsa ainda fica bastante prejudicada, já que as empresas estão restringindo o deslocamento de seus funcionários. Não podemos fazer grandes projeções, pois há mudanças com as novas cepas da covid-19”, reforça Júnior.

Por conta da falta de peças, redução de turnos, fechamento de fábricas e até a paralização de atividades em decorrência do agravamento da pandemia de covid-19, 2020 terminou com aproximadamente 100 mil pedidos de veículos não entregues. A idade média da frota de locação passou de 14,9 meses para 19,6, no comparativo de 2019/2020.

“Com a saída a Ford teremos um ano ainda mais desafiador. Uma das dificuldades das fabricas é a disposição dos semicondutores, que são usados na fabricação de diferentes equipamentos. 2021 ainda vai ser bastante desafiador para recuperarmos a nossa frota. O cenário ainda está muito incerto. Temos montadoras seguindo orientações das suas matrizes, faltam peças e não se sabe se o trabalho será feito em um, dois ou três turnos”, pontua o presidente da Abla.

O total médio de diárias vendidas de foi de 44,6 em 2020, contra 49,6 em 2019, já o faturamento líquido das locadoras em 2020 foi de 15,3 bilhões. Por fabricante na frota total nacional, destacam-se a FCA (24,29%), Volkswagen (22,20%) e a General Motors (19,43%). Já na categoria emplacamento, os automóveis e comerciais leves de locadoras com CNAEs primários tiveram 20,63% de participação em 2020, contra 22,80% em 2019.

Por tipo de veículo, os hatches pequenos (27,56%), veículos de entrada (18,35%) e sedans pequenos (16,46%) se destacam entre as 16 categorias analisadas. Em relação ao perfil de negócio, houve aumento no número de locadoras sem motoristas, saindo de 8.842 para 9.160. Com motorista os números são 1970 em 2019 e 1.893. O saldo total é de 10.812 a 11.053 comparando 2019 e 2020.

Paulo Miguel destaca ainda, as vantagens da locação de veículos por assinatura. “O mercado de assinatura de veículos é crescente e isso impacta diretamente nas responsabilidades em ser proprietário de um veículo. A pessoa tem a vantagem de ter um carro por um custo menor sem ter que arcar com impostos, documentação, manutenção e seguro”, explica.

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