Abla se posiciona sobre rodízio: “nos automóveis o vírus não se espalha”

De acordo com Paulo Miguel Junior, presidente da Abla, essa decisão é uma atitude midiática e que resulta em aglomerações em transportes públicos

ABLA
Paulo Miguel Junior, presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla).

Conforme a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), a entrada em vigor do rodízio emergencial torna as pessoas que possuem somente um carro mais sujeitas à contaminação pelo novo vírus.

“O automóvel, nesse momento, ainda é a melhor forma de evitar contágio nos deslocamentos. Dentro dos carros as pessoas estão isoladas e, diante do pânico instaurado, mesmo naqueles em que trafegam somente com o motorista, esse geralmente está de máscara “, declara Paulo Miguel Junior, presidente da entidade.

Para o pós-crise, a ABLA já trabalha com a projeção de que novos clientes migrarão para o aluguel de carros. Para o presidente da Abla, por precaução, o comportamento de parte da população tenderá a ser o de usar mais veículos próprios ou locados e menos os transportes públicos ou compartilhados.

“Quando observamos as aglomerações, razão pela qual teoricamente foi implantado o novo rodízio, elas acontecem onde a prefeitura não tem a coragem de atuar. Exemplo disso são os próprios transportes coletivos, que não são exatamente as melhores referências em termos de higienização”, reforça Junior.

Segundo a ABLA, o setor de locação de veículos também já implantou protocolos de higienização, pontos de atendimentos e, com os colaboradores, medidas a fim de evitar o contágio.  O setor ainda busca a autorização de todos os estados e municípios para continuar atendendo às demais atividades essenciais que necessitam de veículos para complementar a frota, bem como para dar atendimento aos contratos em andamento.

O mais recente Censo do setor de aluguel de veículos, organizado pela ABLA e com informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostrou que ao final de 2019 o Brasil contava com 10.812 empresas de locação de veículos.


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