Accor cresce 12,3% na América do Sul em 2018; resultado ainda é baixo

No último ano, a empresa abriu 52 hotéis no continente, abaixo apenas da Ásia

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Patrick Mendes, CEO da Accor para a América do Sul, mostrou otimismo com o mercado brasileiro apesar de ainda estar abaixo dos índices de 2008
Patrick Mendes, CEO da Accor para a América do Sul, mostrou otimismo com o mercado brasileiro apesar de ainda estar abaixo dos índices de 2008

A Accor apresentou crescimento na América do Sul em 2018. De acordo com o CEO para o continente da rede, Patrick Mendes, a empresa registrou alta de 12,3% no RevPar e 22,8% no lucro (Ebitda). Contudo, os resultados ainda são abaixo de 2008, quando os índices superavam os 30%.

Aliás, no último ano, a empresa abriu 52 hotéis (7.840 quartos entre conversões e novas aberturas) no continente, abaixo apenas da Ásia. Além disso, a Accor assinou 45 novos contratos de aberturas, sendo 23 apenas no Brasil.

Segundo Mendes, o crescimento no continente se deve a recuperação da economia brasileira, com destaque para São Paulo, além da adoção de políticas para atrair o público nã-hóspede. Assim, permitindo que clientes sem acomodação utilizem espaços do hotel, por um valor.

“A integração dos não-hóspedes foi o fator que mais contribuiu para o crescimento no último ano. Assim, foi um trabalho que nos ajudou a passar a crise de maneira mais suave. multiplicamos a renda em diferentes hotéis, principalmente, com os restaurantes”, afirmou.

Accor com foco no luxo

Nova marca de luxo acessível da Accor, apresentada na última semana
Nova marca de luxo acessível da Accor, apresentada na última semana

Além disso, a Accor buscou ampliar sua atuação no mercado de luxo no ano passado. Assim, a empresa adquirido as marcas Fairmont, Raffles e Swissotel, de olho nas propriedades de alto padrão, que ganharam destaque.

Aliás, a rede espera inaugurar o primeiro Fairmont do Brasil no Rio de Janeiro, ainda neste semestre. O local já está com as obras avançadas.

As aquisições, avaliadas em 4 bilhões de euros, foram possíveis com o destrinchamento do grupo em duas empresas: a Accor Invest (proprietária) e a Accor Hotels (operador hoteleiro). Assim, a empresa pode contar com um budget de 4,5 bilhões de euros para aquisições.

“Deixamos de ser uma marca apenas de hotéis midscale para integrar o mercado de luxo. Hoje, somos um grupo com 60% dependente do mercado luxury”, destacou Patrick Mendes.

Simbolizando o novo enfoque, a rede apresentou a nova marca Tribe. Assim, a Accor espera integrar espaços de área comum ao estilo Sofitel, com quartos e serviços midscale, tornando o produto mais acessível.

A expectativa, é que sejam abertos 300 hotéis com a nova marca, sendo 20 no Brasil.

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Vendas diretas x indiretas e programa de fidelidade

De acordo com Mendes, a Accor conta com vendas diretas e indiretas quase que dividas no 50 a 50%, com pequena variação positiva para os canais internos. Porém, com o programa de fidelidade, o Accor Live Limitless (All), a rede espera incrementar os meios diretos.

Atualmente, 40% das vendas globais da Accor são feitas através da web, sendo metade de vendas diretas e outra de venda indireta. Além disso, 15% são feitas através de GDSs, como a Sabre, e 13% das agências de viagens.

A Accor agora conta com uma nova identidade visual, que celebra o foco da empresa em integrar os serviços de hospedagem e será integrado ao All
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Com a integração total do All, até outubro, a rede deverá contar com uma série de parcerias com restaurantes, casas de shows, teatros, entre outros, onde os membros (que serão migrados do Le Reserve Club), poderão usufruir de seus pontos.

“Com o All, queremos integrar ainda mais os hóspedes a nossa cadeia de hotéis, com acumulo de pontos. Porém, realizando reservas através de OTAs ele não terá acumulo. Por isso, queremos trazer cada vez mais os canais diretos”, apontou o executivo.

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