Accor expande na América do Sul; rede quer captar clientes externos

Patrick Mendes, vice-presidente do FOHB e CEO da AccorHotels para a América do Sul assina a introdução do informativo

A AccorHotels divulgou o balanço do mercado hoteleiro da América do Sul em 2017, quando houve a adição de mais 52 propriedades ao portfólio da rede no continente, sendo 21 contratos de administração da BHG, em uma aquisição de R$ 195 milhões. A empresa passou a administrar 329 unidades no mercado sul-americano, sendo 283 destes alocados o Brasil, e já conta com outras 142 no pipeline.

Na América do Sul, Colômbia (9 em operação e 7 em desenvolvimento), Chile (15 hotéis) e Peru (6 em operação e 8 em desenvolvimento) foram os destaques do último ano. A expectativa é de até 2020 a Accor passa a contar com um portfólio de 500 unidades no continente.

“O ano de 2017 havia começado ruim, mas o 2o semestre foi muito forte, muito em decorrência pela estabilidade do PIB do Brasil, a volta da economia e a baixa taxa de juros, o que reaqueceu o fluxo de pessoas e resultou nos resultados financeiros positivos. Enquanto 2016 foi de ruptura, o último ano foi a recuperação”, salientou o CEO da AccorHotels para a América do Sul, Patrick Mendes.

Lucros ainda afetados

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Apesar do saldo positivo de aberturas, o lucro por quarto disponível (RevPar) médio do mercado sul-americano caiu em 3,4% devido, principalmente, pela situação econômica no Rio de Janeiro, o que torna os hotéis do continente ainda não rentáveis por si só, apesar da saúde financeira da Accor.

“Não devemos recuperar esse índice tão cedo. Para podermos voltar a ter rentabilidade nós precisaríamos aumentar a diária média entre 12 a 15%, porém nenhum consumidor quer esse aumento elevado. Por isso estimamos que neste ano haverá uma alta de 3 a 5% no valor médio”, comentou o CEO.

Foco no mercado do consumidor “não hóspede”

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A Accor reconheceu os atrativos das propriedades como um fator que movimenta a economia na região onde estão localizados. Com isso, a rede hoje salienta a importância de se desenvolver novos espaços gastronômicos abertos para pessoas que não estão se hospedando nos hotéis da marca.

“Notamos a importância do segmento gastronômico, que pode representar até 33% da receita dos hotéis. Os moradores locais procuram os restaurantes e bares dos hotéis como opções de alta qualidade. Nossos foco em 2018 é atrair esses clientes externos”, afirmou Mendes.

Para alcançar o objetivo de captar os “forasteiros” dos hotéis, a rede iniciou a implantação do AccorLocal, que permite aos comerciantes locais a oferecerem seus produtos dentro das propriedades do grupo. Além disso, passa a deixar que os clientes externo utilizem espaços, como academias e piscinas, e alguns dos serviços prestados (lavanderia, estacionamento, entre outros), a um custo definido.

Os três segmentos da hotelaria da Accor (econômico, mid-scale e luxo/upscale) já estão dando o ponta-pé inicial para o novo enfoque com a abertura de novos restaurantes e bares, que devem atrair o público da região.

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