Accor Hotels se despede e homenageia Roland de Bonadona

Por: Priscila Ferraz

Na noite de hoje, dia 24, a Accor Hotels homenageou Roland de Bonadona, que ocupa o cargo de CEO para América do Sul até 1º de julho deste ano, data em que o atual diretor geral para América do Sul das categorias midscale, upscale e luxury, Patrick Mendes, assume o cargo.

 

Bonadona foi responsável pelas principais articulações da hoteleira para a região e principalmente em consolidar o Brasil como principal motor para o programa de expansão da empresa. O executivo francês naturalizado brasileiro, que conta com mais de 40 anos de carreira, chegou ao Brasil em 1990, e foi o responsável por multiplicar os 22 hotéis da rede naquele ano para um grupo de 260 hotéis localizados em 15 países da América Latina.

 

A partir do próximo mês, Mendes irá comandar a operação de quase 250 hotéis em operação e outros 200 em implantação que deverão ser inaugurados até 2018, somando uma oferta total de 70 mil apartamentos em nove países da América do Sul. Sobre o evento, o futuro CEO considerou a ocasião como uma oportunidade de agradecimento a seu antecessor e a todo o seu legado.  “Assumir essa responsabilidade é fantástico. O Bonadona fez um trabalho excelente e excepcional nos últimos 25 anos em todos os aspectos. Agora continuamos com os planos bastante agressivos de desenvolvimento, o crescimento das marcas e a abertura de nossa distribuição de hotéis independentes, que é uma novidade recente”, contou.

 

Sobre seus 25 anos de Accor, Bonadona só tem agradecimentos. Em entrevista ao Brasilturis Jornal, o executivo comemorou sua trajetória e não expôs seus planos para o futuro. “Há 25 anos eu descobri o País da hospitalidade, que me acolheu muito bem e me deu a oportunidade de realizar um belo projeto, tanto profissional quanto pessoal. Há três anos já estava previsto que encerraríamos esse capítulo e o Patrick Mendes, que é um executivo muito talentoso, assumirá as equipes e dará continuidade ao sucesso”, disse. “Durante todo esse tempo criei laços com inúmeros profissionais e o que era uma relação comercial se tornou laços de amizade. Ainda pretendo contribuir no segmento hoteleiro e estou muito tranquilo, pois o que mais tem valor para mim é a satisfação de um trabalho bem feito e um projeto que está vivo e cheio de potencial”, completou.

 

Durante as homenagens, o fundador da Accor Hotels, Jean Larcher, deixou uma mensagem em vídeo, já que não pôde participar do evento. “Roland de Bonadona tornou a Accor líder hoteleira no continente sulamericano. Tornou a empresa rentável, integrou parceiros, desenvolveu novos modelos e criou milhares de empregos, sempre com responsabilidade social e ambiental. Agora passamos o bastão ao Patrick, esperando e desejando muito sucesso nesse imenso desafio que vem pela frente – para o qual está altamente preparado. Ao Bonadona, desejamos uma nova fase de vida ativa e feliz, e sabemos que controla o seu caminho. Estamos todos convencidos disso pela sua sabedoria e profissionalismo”, parabenizou. 

 

Estratégias Accor

 

Sobre os planos de expansão da Accor, o diretor de desenvolvimento Américas e Caribe, Abel Castro, garantiu que, em termos de aberturas, a hoteleira deve conquistar bons resultados até o fim deste ano. “Devemos ter os mesmos números do ano passado ou até um pouco melhor. Em 2014 abrimos 27 hotéis no Brasil e a previsão para 2015 é de 31 hotéis. O desenvolvimento vem dos contratos assinados nos últimos cinco anos – considerando que o desenvolvimento de um hotel demora de três a quatro anos. Assim, sendo um ciclo longo, as pessoas continuam vendo a hotelaria como opção de investimento a longo prazo”, explicou. Segundo o executivo, apesar de este não ser o momento ideal para tomadas de decisão, a Accor já conta com 14 contratos assinados neste ano.

 

A partir de julho, Castro terá como base Miami, Flórida (EUA). “Já era parte da estratégia da Accor ter uma equipe maior com diretores em Miami. Apesar de ter nova base, continuo com minhas contribuições na América do Sul, inclusive estando uma semana por mês no Brasil”, pontuou.

 

 

Priscila Ferraz de Mello

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