ACI e Iata reforçam auxílio às companhias aéreas e aeroportos

Ambas as entidades estão solicitando isenção de impostos governamentais e ações que auxiliem na liquidez financeira de todo o setor

ACI e Iata
Foto: divulgação

O Conselho Internacional de Aeroporto (ACI, em inglês) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês), pediram aos governos que concedam financiamento para ajudar os operadores aeroportuários e as companhias durante a crise. Atualmente, grande parte das companhias estão mantendo suas operações de cargas para manter as cadeias de suprimentos, com entregas de produtos médicos em prol do combate da covid-19, conforme declaram as entidades.

Com a queda da demanda de passageiros, medidas mais extremas de redução de custos não demonstram as devidas reduções de custo. O estado atual da indústria global de transporte aéreo ameaça milhões de empregos. O setor emprega 65,5 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo 10,5 milhões que trabalham em aeroportos e companhias aéreas, contribuindo com US$ 2,7 trilhões em atividades econômicas mundial.

Por isso, a ACI e Iata solicitam:

  • Isenção de impostos, incluindo a redução de impostos sobre folha de pagamento, impostos corporativos, taxas de concessão e outras receitas governamentais
  • Empréstimo, garantias de empréstimos ou apoio direto para manter liquidez financeira em todo o segmento

Muitos governos já tomaram medidas. No entanto, as entidades reforçam a necessidade de outras também agirem para o alivio financeiro para manter o setor viável e pronto para apoiar a recuperação.

“É necessário obter redução tributária urgente e ajuda financeira direta que beneficiem todo o ecossistema da aviação para ajudar a manter milhões de empregos, proteger operações essenciais e promover uma recuperação equilibrada. A continuidade das operações e a proteção de empregos na aviação hoje promovem a recuperação econômica mais rápida amanhã”, ressalta Angela Gittens, diretora geral da ACI.

Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata, concorda com Angela e ainda complementa que os governos devem agir agora para que companhias e aeroportos sobrevivam a este cenário. “Quanto mais estáveis financeiramente os nossos parceiros nos aeroportos, mais eles poderão ajudar o setor a promover a recuperação das viagens aéreas e da economia global”, conclui.


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