ADIT Share 2018 mostra tendências em tecnologia e foca em capacitação

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Por Felipe Abílio, de Ipojuca (PE)

A sexta edição do ADIT Share reuniu 324 participantes e os principais players da indústria de propriedades compartilhadas para discutir as tendências que envolvem os modelos de timeshare e multipropriedade (fractional) no futuro do mercado. Felipe Cavalcante, presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil), abriu o evento falando do ótimo momento que a associação vive desde a sua abertura há 12 anos. Ele contou que o plano para os próximos anos é focar em capacitação e educação.

“Vamos focar cada vez mais na parte de educação, capacitação e realização do negócio. Todo empreendimento precisa de uma boa administração para dar certo”, disse o empresário durante o evento que aconteceu nesta segunda-feira (18) no Enotel Convention & Spa Porto de Galinhas. “Vamos fazer a tradução do manual de timeshare, estruturar uma equipe de criação de conteúdo para criar a bibliografia sobre o mercado imobiliário de compartilhamento e resorts que ainda não temos”.

Cavalcante comemorou o sucesso do primeiro dia e responsabilizou a mudança no formato do evento deste ano, que deixou o dia mais dinâmico. “Atingiu nossas expectativas e superou as dos participantes. A gente quis focar em economia compartilhada, as tecnologias, as startups e tudo isso traz energia e sangue novo, além de chacoalhar um pouco a cabeça dos empresários que podem não ter tanto contato com esse tipo de solução tecnológica”.

Tendência

O dia começou com a apresentação da pesquisa “O Mercado de Turismo Compartilhado: Análise do mercado nacional de Timeshare e Multipropriedade”, feita pela FGV, que identificou o perfil dos empreendedores e em quais tipos de empreendimento eles mais investem. As 94 entrevistas realizadas nas cinco regiões do País mostraram que 31% dos empreendimentos estão no Sudeste; 27% no Sul; 21% no Nordeste; 20% no Centro-Oeste; e só 1% no Norte.

Alexandre Mota, da Caio Calfat Real Estate Consulting, apresentou estudo sobre o mercado atual que aponta crescimento nos empreendimentos de multipropriedade no País. “Passamos de 54, em 2017, para 80 empreendimentos no mercado, em 2018; estamos com 32 prontos, 40 em construção e 8 em fase de lançamento, movimentando cerca de R$ 16 bilhões. Também observamos a existência de vários empreendimentos que eram flats e apart hotéis e aderiram ao sistema de multipropriedades. É uma tendência, que vem em alta, é interessante e tem que ser monitorado”.

Tecnologia

Carolina Sass de Haro, da Mapie, abordou a realidade das plataformas de compartilhamento – de viagens, caronas e experiências – com destaque para a facilidade de requerer poucos cliques no celular, comparado às ofertas atuais do mercado do turismo. Para ela, os negócios convencionais deve apostar em tecnologia para reconquistar a fidelidade do cliente. “O que a gente tem que entender é que o mundo mudou, então por que continuamos operando no modelo antigo? Estamos falando da transição do modelo industrial para o modelo do conhecimento”, disse.

Sandro Magaldi, autor de “Gestão do Amanhã” e conhecido como um dos maiores experts em gestão de estratégica de vendas, também salientou a necessidade de mudança de padrão de comportamento e uso de novas tecnologias. “Se aproximem das startups, são elas que estão dominando o mercado. Essa inovação não é para os seus filhos e netos, é agora, para nós”.

Próximos passos

O terceiro painel discutiu as possibilidades para que o segmento de propriedades compartilhadas siga conquistando clientes no Brasil. Juan Ignácio Rodrigues, da RCI América Latina, mediou o debate com Francisco Costa Neto, do Grupo Rio Quente; e Norman McPherson, do Legendary Vacation Club, do Hard Rock Punta Cana, na República Dominicana. “É muito importante oferecer novas experiências aos nossos clientes. A gastronomia é um diferencial em nossos empreendimentos e estamos sempre de olho em novas experiências gastronômicas mundo afora. Clientes com barriga cheia e satisfeitos, compram mais”, disse McPherson.

O “Panorama atual da indústria de timeshare e multipropriedade” foi o assunto conversado entre Alejandro Moreno (Wyndham Hotels & Resorts), Murilo Pascoal (Beach Park), Rafael Almeida (Grupo Natos), Enio Almeida (WPA Gestão Inovadora), Gustavo Rezende (Grupo GR) e Lizete Ribeiro (Tauá Hotels). “É graças à multipropriedade que os resorts estão ganhando visibilidade e se expandindo. México e no Caribe são destinos onde existe um único investidor, já no Brasil, isso é um caso raro”, comparou Moreno.

Dois painéis simultâneos finalizaram o primeiro dia do evento. Fernando Martinelli (Interval), Adriana Chaud (New Time) e Danilo Samezima (WAM Brasil) debateram sob a moderação de Maria Carolina Pinheiro (Wyndham Hotels & Resorts) sobre o “Passado, presente e futuro da comercialização de timeshare e multipropriedade no Brasil”. Na sala ao lado, Gisele de Paula (Reclame Aqui), Andreia Assunçäo (Viajando pela RCI), Adriana Faragó Coelho (Viajando pela RCI) e Fabiana Leite (RCI) discutiram pontos importantes para o mercado corporativo sobre a reputação on-line das empresas, os desafios e as oportunidades que envolvem a marca na web.

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