Air France-KLM amplia malha para 18 voos semanais entre Brasil e Europa em julho

Ampliação é válida a partir de 6 de julho; grupo ainda não tem previsão para a retomada das operações em Fortaleza, mas reforça permanência da base no Nordeste na malha

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Em coletiva de imprensa realizada hoje, o grupo Air France KLM informou que irá ampliar a malha entre Brasil e Europa para 18 voos semanais. A novidade vale a partir de 6 de julho. Jean-Marc Pouchol reforçou o pioneirismo das companhias que não pararam de operar voos no País durante a pandemia, somando 80 anos de ligação ininterrupta.

No início, o foco das companhias era atender aos voos de repatriação, organizados em conjunto com autoridades e embaixadas dos países envolvidos, e transporte de cargas – com operação dedicada em Viracopos para transporte de medicamentos e insumos essenciais. Desde então, segundo dados da companhia, 30 mil passageiros foram transportados pelas companhias, a maioria (59%) partindo do Brasil para Amsterdã (Holanda) e Paris (França).

O aumento na demanda permitiu a evolução gradual na oferta, que saiu de 6 voos semanais (a partir de 23 de março) para 14 voos semanais em junho até chegar aos 18 voos programados para o mês de julho, com partidas de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG). Antes da crise a operação era composta por 45 voos semanais.

Atualmente as companhias trabalham com 15% da oferta pré-covid, percentual que deve crescer para patamares entre 35% e 40% até agosto. De Paris, os passageiros contam com voos para 137 cidades – entre ligações domésticas, na Europa e conexões para a Ásia – e, de Amsterdã, a rede do grupo conecta os passageiros a 73 destinos.

As conexões com a Gol seguem em 25%, mesmos níveis registrados no período pré-pandemia. “Nesse período de crise, a parceria é ainda mais importante para a Air France-KLM”, afirma Jean-Marc Pouchol, diretor-geral da Air France-KLM para América do Sul. A previsão do executivo é chegar a 85% da operação entre o final de 2020 e início de 2021, dependendo de variáveis impossíveis de calcular agora – como a evolução da pandemia e a possibilidade de uma vacina.

Tabela de voos atualizada

Retomada em Fortaleza é certa, mas ainda não tem data para ocorrer

Questionado pelo Brasilturis Jornal em relação ao retorno das operações em Fortaleza (CE), Pouchol informou que ainda é cedo para fazer previsões. “O perfil de viajantes é mais voltado ao lazer. Temos um número bem menor de expatriados por lá, em comparação com São Paulo, então a demanda é mínima”, disse. Contudo, o executivo reforçou o interesse do grupo em manter a rota. “Esse voo é um projeto grande, iniciado há dois anos, e pretendemos retomá-lo, apesar de ainda não saber precisar quando”, afirma.

A reativação da base depende, entre outros fatores, da evolução da demanda de lazer, o que está diretamente ligado à reabertura das fronteiras da Europa. A partir desse momento, as companhias saem do perfil atual de passageiros – que hoje é formada, basicamente, por expatriados, estudantes e pessoas em visita a familiares – para clientes que viajam motivados por lazer e negócios. “Será um passo significativo”, comemora.

“Antes da pandemia, os voos partindo de São Paulo para a Europa tinham uma taxa média de ocupação de 90% e hoje ela está em torno de 50%. É baixo, mas vamos nos lembrar que no contexto extraordinário que estamos vivendo ele é suficiente para manter a presença no Brasil, um mercado-chave para a companhia”.

Jean-Marc Pouchol

O executivo reforçou, ainda, que as operações comerciais no Chile, suspensas em março, serão retomadas com um voos semanal a partir de 6 de julho. Na Argentina, os voos foram interrompidos em 16 de março, por decisão do governo local e a previsão é que voltem a ocorrer em 1 de julho, quando o governo do país sul-americano deve reabrir suas fronteiras. Nos dois países, a companhia realizou apenas operações de repatriação, transportando 24.629 cidadãos chilenos e 5.800 argentinos.

Medidas sanitárias

Seth Van Straten, diretor comercial da Air France KLM para América do Sul, também participou da conversa e reforçou as medidas sanitárias que o grupo implantou desde o início da pandemia e que compreendem toda a jornada do viajante. Elas incluem uso obrigatório de máscara por funcionários no aeroporto e a bordo, para colaboradores e passageiros; aferição de temperatura antes do embarque, instalação de placas de acrílico nos balcões de check-in, limpeza reforçada das aeronaves, distanciamento social e mudanças no serviço de bordo para minimizar o contato pessoal, entre outras ações.

Os executivos também reforçam que seguirão com flexibilidade nas políticas de cancelamento e remarcação, enquanto durar a pandemia. “Até a reabertura das fronteiras e até que os passageiros sintam-se seguros para viajar novamente continuaremos a oferecer facilidades para dar conforto aos futuros viajantes”, diz Pouchol, acrescentando que as companhias oferecem voucher com 15% de bônus sobre o valor pago para estimular a demanda quando as viagens internacionais forem retomadas. As orientações completas podem ser conferidas neste link.

Atualização da frota

Pouchol reforçou que o grupo irá aposentar os A380 da frota, decisão que já havia sido comunicada anteriormente, mas que foi antecipada devido à pandemia. As companhias passam a focar na utilização de B787 Dreamliner, A350 e A 220 por uma combinação de fatores que inclui feedback positivo dos clientes e desempenho mais responsável em relação às emissões de CO2.

“Sustentabilidade é prioridade na estratégia do grupo e queremos comunicar cada vez mais essa postura ao mercado, inclusive criando opções para incentivar o cliente corporativo a fazer a compensação de carbono de suas viagens”, afirma o diretor-geral da Air France KLM para América do Sul.

A companhia divulgou recentemente o relatório de ações sustentáveis de 2019 e vem testando o taxiamento com taxibot no aeroporto de Schipol, casa da KLM em Amsterdã. A iniciativa feita com veículos híbridos permite reduzir o consumo de combustível durante o procedimento entre 50% e 85% e diminui em 15% as emissões totais de carbono da sua frota, na comparação com a operação em 2005.

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