Airbus realiza voo teste com decolagem automática e celebra análise

Com essa novidade, a Airbus visa atuar fortemente em outras tecnologias autônomas e garantir a segurança de seus passageiros
(Foto: Divulgação)

A Airbus realizou, em meados de dezembro, no aeroporto Toulouse-Blagnac, a primeira decolagem totalmente automática baseada em visão utilizando uma aeronave de testes da família Airbus. A equipe de testes foi composta por dois pilotos e três engenheiros de testes de voo. Ao todo, foram oito decolagens em um período de quatro horas e meia.

“A aeronave apresentou o desempenho esperado durante esses testes de marco histórico. Ao concluir o alinhamento na pista, esperando a liberação do controle de tráfego aéreo, acionamos o piloto automático”, afirma o Capitão Yann Beaufils, piloto de testes da Airbus.

Essa novidade ajuda as aeronaves a não depende de um sistema de aterrissagem por instrumento, tecnologia utilizada atualmente por aeronaves de passageiros. Ao invés disso, a decolagem foi automática, permitida pela tecnologia de reconhecimento de imagem instalada diretamente na aeronave.

A decolagem automática é um avanço no projeto de taxiamento, decolagem e aterrissagem autônoma da Airbus (Attol), que vem sendo testado pela montadora para entender o impacto da autonomia das aeronaves. Agora, a ideia é apostar em sequências automáticas de taxiamento e aterrissagem baseadas em visão, que acontecerão em meados de 2020.

O foco da Airbus é explorar tecnologias autônomas em conjunto com outras inovações. Ao fazer isso, a empresa pode analisar o potencial dessas tecnologias para performar em futuros desafios, incluindo a melhoria do gerenciamento do tráfego aéreo, a falta de pilotos e o aprimoramento de futuras operações. Ao mesmo tempo, a Airbus trabalha a segurança das aeronaves, garantindo a manutenção dos atuais níveis.

Para que as tecnologias autônomas melhorem suas operações e o desempenho geral, os pilotos permanecerão no cento das operações. As tecnologias autônomas são fundamentais para dar suporte aos pilotos, permitindo que foquem menos na operação da aeronave e mais na tomada de decisões estratégicas e no gerenciamento de missões.


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