Ayrton Senna, emoção na exposição interativa

Por: Antonio Euryco

O público do Brasil não esquece um de seus maiores ídolos e mostrou mais uma vez toda a saudade que sente de Ayrton Senna. Uma imensa e extensa saudade, um sentimento que dura 18 anos desde o fatídico primeiro de maio de 1994 quando do acidente no circuito de Ímola, na Itália.

 

Hoje, na enorme fila que perdurou por quase todo o horário de abertura do primeiro dia da exposição “Senna Emotion”, admiradores de todas as idades prestavam homenagens que se uniam à interatividade da mostra.  Para muitos, Airton continua como a mais lembrada personagem esportiva do Brasil, vítima de uma morte prematura que interrompeu uma das mais vitoriosas carreiras.

 

Nos 200 m² do espaço aberto na estação República do Metrô, em meio aos sons de velocidade das composições que correm nas Linhas Verde e Amarela, a exposição que vai até 3 de junho para o público paulistano, traz fotos inéditas e objetos pessoais, depoimentos e  os bastidores da Fórmula 1.

 

O curador  da mostra, Carlos Hagg, reconhece que esta não é a maior exposição sobre Ayrton, seus feitos, sua vida de muitas glórias e conquistas, mas é a mais emocionante, de integração e emoção. “Senna é das pessoas que se superam, e a exposição quer mostrar isso, essa emoção contagiante que ele repassava a todo instante como um herói presente.”.

 

Os usuários do metrô tem acesso gratuito para conhecer as seis áreas temáticas, com recursos tecnológicos e sensoriais e  por onde  o tempo passa mostrando as contribuições de Senna ao automobilismo, suas principais corridas e vitórias inesquecíveis, aquele tema das manhãs de domingo, a idolatria.

 

Na Pole Position, projeções e sons que simulam uma corrida. Seguindo para a Largada, o público conhece detalhes do piloto e assiste a depoimentos de pessoas que estiveram relacionadas. No Circuito, um “livro mágico” é acionado e  simula um álbum antigo de fotos, no retrospecto da passagem por todas as categorias: kart, Fórmula Ford (1600 e 2000), Fórmula 3 e Fórmula 1.

 

Durante a parada no Pit Stop, é possível ver objetos, como o capacete com que Senna foi campeão em Suzuka (Japão), em 1991, ou seu macacão da vitória no GP do Brasil, em 1993; uma mesa “touchscreen” exibe mapas dos circuitos nos quais ele correu, os momentos marcantes da carreira.

 

No GP Brasil, a grande ligação de Senna com o país. Na área Podium e Legado a contribuição no automobilismo e nas questões sociais.

 

A exposição tem fotos inéditas cedidas pela família, objetos pessoais como a Bíblia e os relógios do piloto. Ayrton Senna Emotion fica até 3 de junho na capital paulista, segue para o Rio de Janeiro onde estará maior no Museu Histórico Nacional, de 16 de junho a 16 de julho. Curitiba receberá a montagem, no Centro Cultural Sistema FIEP, de 1º a 31 de agosto. Outras capitais brasileiras também deverão receber a exposição.

 

Antonio Euryco

 

 

 

 

 

 

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