Além do céu (do sal, do sol) de Maceió – mergulhe nos atrativos do interior

Cultura, gastronomia e história fazem parte da oferta turística da capital alagoana
Do litoral ao interior, Maceió oferece atrativos para todos os tipos de turistas. Foto: Ana Azevedo

A canção “Ponta de Lápis”, interpretada por Eliezer Setton, traduz o sentimento dos visitantes da capital de Alagoas. “Ai, que saudades do céu, do sal, do sol de Maceió”, diz a letra, com menção direta às belas praias. No entanto, o estado tem muito mais a oferecer.  Entre os dias 8 e 13 de outubro, a Azul Viagens levou 15 agentes para conhecer as belezas da região. A iniciativa é parte da campanha “Azul da Cor do Mar de Alagoas”, realizada pelo quinto ano consecutivo por meio de uma parceria entre a operadora, Luck Receptivo e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AL).

A ação de incentivo visa fomentar as vendas de pacotes para o destino e em troca, oferece prêmios aos melhores agentes de viagens. De quebra, oferece uma capacitação inloco para os 15 profissionais com os melhores resultados. O roteiro do grupo começou com uma visita ao Centro Histórico de Marechal Deodoro, cidade a pouco mais de 20 quilômetros de Maceió, famosa por ser o lar do marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil na era republicana, em 1891.

A Casa Memorial Marechal Deodoro exibe itens pessoais do ex-governante e de seus familiares, como o sobrinho Hermes da Fonseca que também foi presidente do País. Outro atrativo da cidade – que antes da chegada do marechal à presidência se chamava Alagoas da Lagoa do Sul e era capital do estado – é o Complexo Franciscano, composto pelo Convento São Francisco, Igreja São Benedito, Igreja de Santa Maria Madalena e o Museu de Arte Sacra Dom Ranulpho. Neste último, estátuas, vestimentas e joalheria estão entre os objetos expostos e há um apoio tecnológico de totens digitais com recurso de áudio para contextualizar o visitante.


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A dez quilômetros do centro histórico, a Praia do Francês é um convite ao descanso. A distância da capital permite viagens em estilo bate-volta, mas o charme desse trecho litorâneo que é um dos mais movimentados do estado merece esticar a permanência para pelo menos uma noite. Em suas areias, há espaço para todos. Enquanto o trecho mais à esquerda é protegido por uma barreira de coral, o que amansa o mar e o torna propício para famílias; a extrema direita tem ondas fortes e é muito procurada por surfistas. A chegada do hotel Ponta Verde, em 2013, mudou completamente o cenário e a realidade do local (saiba mais no box).

Bem perto de Marechal Deodoro, fica Barra e São Miguel. O município é conhecido pela praia de mesmo nome, com mar protegido pela barreira de corais que o transformam em uma piscina durante a maré baixa. Por ali, os agentes de viagens participaram de um happy hour no Village Barra Hotel. À beira-mar, o empreendimento oferece passeio de catamarã próprio para a praia do Gunga, outro cartão-postal da região.

A próxima parada é em Maragogi, município a duas horas do centro de Maceió que é muito procurado pelos viajantes. A atração principal é o maior conjunto de piscinas naturais do estado, acessadas por embarcações que seguem os horários ditados pela tábua das marés. Todos os receptivos e hotéis locais consultam as condições exibidas pela Marinha do Brasil para formatar os passeios de três horas. Por questões ambientais, o barco só é autorizado a sair quando a altura da água nas piscinas está entre zero e 0,6 cm.


                                               Azul da Cor do Mar de Alagoas                                                                                                                                                                                                  A cerimônia de premiação da campanha aconteceu no Jatiúca Resort & Hotel, em Maceió. Nenhum dos 15 participantes sabia, ainda, quem seria o grande vencedor da noite. Seguindo o sistema de pontuação determinado pela Azul viagens, o maior vendedor do destino Alagoas é Fabrício Medeiros, da Home Tour Uberlândia (MG). Ele foi contemplado com um veículo 2020, zero quilômetro, no valor de 30 mil reais.
A segunda posição ficou com João Paulo Simões, da agência Refúgio da Serra e Viagens e Turismo, em Araxá (MG), que levou uma moto de 11 mil reais. Fechando o pódio, Aline Rodovalho, da Moscow Turismo, de Ribeirão Preto (SP), ganhou uma viagem com acompanhante para a capital alagoana. O prêmio inclui bilhete aéreo, hospedagem, traslado, alimentação, passeios e um par de ingressos para o Réveillon Celebration. A premiação também contemplou os colaboradores da Azul Viagens. Marcelo Neri e Lilian Amorim, foram reconhecidos como os dois melhores vendedores do Azul Center e Carol Matos, da Azul Viagens de Ribeirão Preto (SP), se destacou na categoria loja própria, à frente de Vanessa Carvalho, proprietária da Azul Viagens de Campinas (SP), que também foi homenageada. Em ambas as categorias, 80 mil pontos Tudo Azul foram creditados aos vencedores e 45 mil foram oferecidos aos segundos colocados.


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Clubes de praia

O embarque do grupo aconteceu no Pontal do Maragogi, um beach club que funciona com sistema de day use. Lounges para descanso, gazebos na praia, redário e chuveiros compõem a estrutura local que conta ainda com restaurante, bares e oferece passeios de buggy e catamarã. A bordo, os agentes se juntaram aos turistas embarcados e participam de aula de zumba, desfrutando de drinques e petiscos. Depois do mergulho nas galés de águas transparentes, os agentes de viagens retornaram ao ponto de partida.

Rafael Brito, secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, afirmou que uma grande ação deve se tornar realidade para desenvolver ainda mais o potencial dessa região. A licitação do aeroporto de Maragogi está em andamento, com recursos próprios do estado, e a previsão é que o processo seja concluído até 2022. Em entrevista ao Brasilturis durante a Abav Expo, feira de turismo que aconteceu no fim de setembro, Brito também reforçou que a AL-101, estrada que liga Maceió a Maragogi, já está recebendo investimentos em sua duplicação.

Retornando a Maceió, a dica é conhecer o Hibiscus Beach Club, bar e restaurante praiano localizado na Praia de Ipioca, a 20 quilômetros da capital. Na estrutura, os finalistas da ação de inventivo às vendas curtiram a estrutura composta por gazebos, redário, piscina, restaurante e duchas, com direito a diversão com as apresentações musicais. A sustentabilidade é um dos traços marcantes do local que integra o visitante com a natureza local.

Na área, os viajantes são divididos entres os espaços Beach – com capacidade para até 600 pessoas em mesas com guarda-sol, espreguiçadeiras e gazebos que comportam grupos de até seis pessoas – e Lounge – construído sobre um deque de madeira de reflorestamento, o conjunto é composto por 17 lounges que acomodam até dez pessoas. O local oferece ainda passeios de caiaque, lancha e a prática de stand up paddle, além de massagens em bangalôs privativos fincados na areia da praia.


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Ancestralidade

Árvore Galameira, plantada pelos escravos há mais de trezentos anos. Foto: Ana Azevedo.

Para compor um mix junto a toda essa oferta de atividades na praia, a secretaria de Turismo alagoana vem incentivando passeios pela Serra da Barriga, área que fica a 87 quilômetros da capital e é marcada por um episódio importante da História brasileira. Era lá que ficava localizado o Quilombo dos Palmares, criado na antiga capitania de Pernambuco durante o período colonial pela princesa congolesa Aqualtune para abrigar negros que fugiam dos engenhos e fazendas no entorno. Em seu auge, chegou a ter 20 mil habitantes e foi morada de grandes líderes do movimento de resistência à escravidão e pela luta por direitos iguais, como Acotirene, Dandara, Andalaquituche e Zumbi.

Um dos maiores símbolos de resistência dos escravos no País chegou a ter 80 hectares e era comandado por Ganga-Zumba, filho de Aqualtune. O líder, em 1678, aceitou a proposta de Pedro de Almeida, governador da capitania, que propunha liberdade a todos os escravos nascidos no quilombo. Zumbi se opôs, pois acreditava na libertação de todos. Desafiou a administração, se tornou o chefe do quilombo e, consequentemente, principal alvo da Coroa Portuguesa.

Após mais de cem anos resistindo aos ataques, o local foi destruído em 1694 por uma expedição Bandeirante, liderada por Domingos Jorge Velho. Zumbi foi capturado em uma emboscada e morto em 20 de novembro do ano seguinte. Foi desse fato que se originou o Dia da Consciência Negra, feriado em alguns estados brasileiros desde 2003.

A Luck Receptivo oferece o passeio de um dia ao local que, devido à importância histórica, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1985. Funcionando desde 2007, esse é o primeiro (e, por enquanto, o único) equipamento desenvolvido para a valorização da cultura e da memória africana no País. Para ser fiel ao cenário da época, já que todos os registros foram destruídos, pesquisadores do Parque Memorial Quilombo dos Palmares viajaram à África para estudar a arquitetura.

Na propriedade, as reproduções remontam ao século XVI e ilustram dependências como a casa de farinha, o terreiro de ervas e as ocas. Uma das atrações é a árvore gameleira, plantada pelos negros há mais de 300 anos que sobreviveu a duas queimadas – uma durante o ataque dos Bandeirantes ao quilombo e outra realizada em 1997 por intolerantes religiosos. No entorno do lago, é possível ver as marcas de lanças usadas pelos escravos para treinos e combates.

Para reforçar esse legado africano, vale fazer uma parada no restaurante Baobá Raízes e Tradições, no município de União dos Palmares. Sob a direção de mãe Neide, o estabelecimento preserva em seu cardápio, decoração, preparo dos alimentos e vestimenta, a cultura africana. A líder espiritual que é considerada um patrimônio vivo do estado de Alagoas é responsável pela fundação do Grupo União Espírita Santa Bárbara e do Centro de Formação e Inclusão Social Inaê que promovem trabalhos sociais para ajudar a comunidade local.

A programação contempla cursos de costura, dança, teatro e música, todas pensadas para ajudar os jovens a entrar no mercado de trabalho. No restaurante, os visitantes podem adquirir peças de artesanato desenvolvidas pelos participantes do projeto, além de apreciar a música ao vivo e descansar nas redes e colchonetes espalhados pelo espaço. Um grand finale para a viagem.


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                                                      Guia de Experiência                                                                Pensando no desenvolvimento econômico do município de Marechal Deodoro, o Hotel Ponta Verde realizou um trabalho prévio antes de abrir as portas da unidade na Praia do Francês. Capacitou os moradores da região e contratou boa parte deles. Hoje, cerca de 80% da mão de obra do empreendimento é composta por nativos.
O estabelecimento também elaborou o “Guia de Experiência Praia do Francês”, livreto que traz o contato de anfitriões especiais. De pescadores a bordadeiras, a publicação destaca o talento daqueles que utilizam suas habilidades para guiar ou instruir turistas em passeios e atividades. O objetivo é imergir o visitante na cultura e costumes da região, ampliando vivência, e também contribuir para a geração de renda entre os locais.
Recentemente, o hotel iniciou oficinas para ajudar os anfitriões a ter autonomia em seus negócios. As aulas instruem os participantes a estabelecer custos e negociar diretamente com as agências de viagens. “Não queremos ter vínculo com esse serviço, mas incentivar a comunidade local a crescer”, afirma Maurinho Vasconcelos, diretor Comercial dos hotéis Ponta Verde Maceió e Praia do Francês.


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