Alemanha planeja alcançar 1,7 milhão de pernoites de brasileiros até 2030

Por: Priscila Ferraz

Hoje, dia 27, foi a vez de São Paulo receber o Workshop Destino Alemanha, que já aconteceu nos dias 25 e 26 deste mês no Rio de Janeiro (RJ) e em Porto Alegre (RS), respectivamente. Algumas horas antes da chegada dos agentes de viagens convidados, o DZT – Centro de Turismo Alemão recebeu a imprensa para divulgar dados recentes e novidades, em especial o programa Alemanha Sem Barreiras.

 

A Alemanha acaba de registrar mais um resultado recorde: 4,4% de crescimento nas chegadas internacionais em 2014 e total de 75,6 milhões de pernoites de estrangeiros, o que representa crescimento de 5,1% em relação ao ano anterior. Já em 2015, foi registrado (de janeiro a maio) aumento de 4% de pernoites em relação ao mesmo período do ano passado e aumento de 5,1% em chegadas internacionais.

 

Em relação ao mercado brasileiro, a diretora do DZT, Margaret Grantham, afirmou estar feliz com os resultados, apesar da alta do euro. “De janeiro a dezembro de 2014, que era um ano em que não tínhamos grandes expectativas devido à Copa do Mundo e eleições, fechamos com 6,3% a mais de pernoites de brasileiros. Já neste ano, de janeiro a maio registramos quase 8% a mais de pernoites no destino”, disse.

 

Considerando apenas o mês de junho deste ano, foi possível perceber aumento de 28% de pernoites de brasileiros na Alemanha em relação ao mesmo período de 2014 – e no acumulado de janeiro a junho, aumento de 11%. As cidades mais visitadas no ano passado foram Berlim, Munique, Frankfurt e Hamburgo, que teve crescimento de 50% em visitas em relação ao ano anterior. “Para nós é um resultado muito satisfatório e percebemos que os brasileiros estão a cada dia mais descobrindo não só a capital, Berlim, como também as demais cidades, grandes e pequenas, que têm atraído bastante a atenção dos viajantes. Vencemos cada dia mais e estamos conseguindo popularizar o destino”, comemorou a executiva.

 

Diante dos resultados, a meta do Centro de Turismo Alemão é alcançar 121,5 milhões de pernoites internacionais – sendo 1,7 milhão de pernoites de brasileiros – até 2030. “Acreditamos nisso porque a Alemanha é linda e porque o turismo é um importante fator econômico. Gera 2,9 milhões de empregos diretor e o Valor Acrescentado Bruto (VBA) do turismo é de 4,4%, superando construção (4,3%) e indústria automobilística (2,3%)”, pontuou.

 

Alemanha Sem Barreiras


Há alguns anos, o governo da Alemanha implementou um programa de qualificação da oferta turística para pessoas com dificuldade de locomoção, visual e auditiva. As atrações são preparadas para receber essas pessoas e o governo passou a adaptar toda a oferta turística em cima desse mote, não apenas certificando hotelaria, mas também toda a parte de entretenimento e melhor atendimento ao visitante. “A ideia é que a Alemanha seja um país para todos. Queremos que as pessoas percebam que recebemos bem a todos os grupos, sejam famílias, jovens, crianças, pessoas com alguma dificuldade, entre outros”, garantiu Margaret.

 

O programa foi financiado pelo Ministério da Economia e da Energia, o qual o Turismo está subordinado, para desenvolver e comercializar ofertas e serviços sem barreiras com os objetivos de ter uma qualidade mais uniforme, certificar as atrações e hotéis, fazer um treinamento para funcionários e direção, e, até 2017, catalogar e disponibilizar online toda a oferta disponível.

 

“E já começou. Instalações turísticas foram examinadas e adequadas para atender a esses grupos. Frankfurt foi pioneira nesse trabalho, com um tour que se chama Frankfurt que se pode sentir, onde levam pessoas por meios palpáveis (como objetos e degustações) para que possam entender a cidade. É possível também reservar tours onde os guias não passam por escadas nem elevações”, explicou. “Munique também já possui um trabalho parecido e o Estado de Baden Wurttemberg tem um programa de mobilidade. Assim, todos os locais estão muito bem preparados para receber esse público. Além disso, os meios de transporte e mesmo os aeroportos possuem infraestrutura para fornecer serviços especiais”, concluiu.

 

 

Priscila Ferraz de Mello

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