Alguém se lembra? Já se vão quatro anos da Lei Geral do Turismo

Por: Antonio Euryco

17 de setembro. O ano era 2008. Em Brasília, no Palácio do Planalto, toda a pompa para a assinatura da Lei Geral do Turismo. Estava lá, eu vi, e anotei, em seu discurso ufanista o presidente soletrava a mobilização nacional para o promoção do turismo brasileiro, liderada pelo Ministério do Turismo à época comandado por Luis Barreto, conjugado com outros setores do governo e as representações estaduais.

O turismo, esperançoso, comparecia em massa. Até se notava um certo clima populismo de euforia, especialmente para os estados do Nordeste, os mais dependentes de uma política de turismo realmente definida, com começo, meio e fim. Para o bate palmas e o aplauso fácil, todos lá estavam. LEIGERALdoTURISMO

No ano anterior, o Brasil seguiria estacionado nos 5 milhõers de turistas estrangeiros, embora o presidente enfatizasse que desde 2003, quando foi criado o Mtur da forma como ficou, os gastos dos visitantes estrangeiros no país chegaram a 2,4 bilhões de dólares, subindo para 4,9 bilhões dois anos depois.

 

As séries dos resultados obtidos nos anos seguintes são testemunho vivo de como as previsões ficaram no mesmo patamar das expectativas da Lei 11.771 – ou até menos, como aconteceu no ano seguinte.  Neste 2012 estamos voltando à casa dos 5,4 milhões de visitantes, em compensação o que teve de crescimento para o exterior foi uma decantada realidade. Os gastos de brasileiros lá fora superam US$ 10 bilhões, quase o dobro do que é deixado aqui. 

 

Nas estimativas sobre o turismo da Copa já se restringiram os exageros. Pois a estrutura geral que demandaria em melhores condições de acesso, de chegada ao Brasil, de promoção, de muita coisa que a Lei Geral seria pródiga, convenhamos – não saiu do papel. E a partir de agora já estamos entrando no seu quinto ano.

AE

 

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