Associações divulgam carta aberta ao Governo: “Situação é caótica”

As entidades Resorts Brasil, ABIH, FBHA, FOHB, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos identificam um alto nível de cancelamento, variando entre 75% e 100%

Os mais diversos impactos que vem sendo causado pelo Covid-19, que se iniciou a se espalhar pelo mundo e foi intitulado como pandemia recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estão sendo cada vez mais notórios em toda a sociedade mundial. Muitos supermercados estão preocupados com a reposição de produtos, os empresários estão tentando reduzir custos em tempos que receita não é gerada e as ruas frequentemente movimentadas dão vazão a um novo cenário mais desértico.

Ainda neste mesmo período, o setor de Turismo demonstra estar em um momento de risco. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, da sigla em inglês), estima-se que cerca de 50 milhões de empregos estejam em risco pelo mundo. No Brasil, o estado já é alarmante, com importantes capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, já anunciado estado de emergência.

Associações importantes do mercado também estão sentindo fortemente esse impacto, que afeta diretamente a economia. As entidades Resorts Brasil, ABIH, FBHA, FOHB, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos divulgaram, na madrugada desta terça (17) para quarta (18), uma carta aberta ao Governo Federal. O documento tem como objetivo conscientizar o governo sobre a importância de uma intervenção no setor, a fim de garantir “a continuidade das empresas e a manutenção dos empregos de seus colaboradores”, conforme afirma o manuscrito.

Os representantes de cada uma das entidades ainda apontam que a medida provisória anunciada por Paulo Guedes, ministro da Economia, na última terça-feira (17) – um aporte de R$ 147,3 bilhões para reduzir os impactos causados pelo Covid-19 – não dá a garantia necessária. Segundo as associações, a taxa de cancelamento chega a variar de 75% a 100%.

O documento foi assinado por:

  • Sérgio Souza, presidente da Resorts Brasil
  • Manoel Linhares, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)
  • Orlando de Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB)
  • Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)
  • Murilo Pascoal, presidente do Sietma Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat)
  • Vanessa Costa, presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra)
  • Toni Sando, presidente da União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos (Unedestinos)
  • Simone Scorsato, diretora executiva da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA)

Confira, abaixo, a carta aberta na íntegra!

CARTA ABERTA AO GOVERNO FEDERAL

“Os setores de hotéis, parques e entretenimento estão em ESTADO DE EMERGÊNCIA. A pandemia do Coronavírus trouxe o risco real de fechamento de várias empresas. As associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos, responsáveis por mais de um milhão de empregos diretos e indiretos não vão suportar o impacto financeiro caso não haja uma intervenção do governo federal para garantir a continuidade das empresas e a manutenção dos empregos de seus colaboradores.

A Medida Provisória anunciada nesta terça-feira (16) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não representa uma solução para o setor mais duramente afetado por esta crise.

Os índices de cancelamento de eventos, de hospedagens corporativas e de lazer estão na ordem de 75%-100%, além de acentuada queda na visitação dos parques, colocam em xeque a sobrevivência destes empreendimentos no país. A situação é caótica e em um espaço curtíssimo de tempo, o setor de turismo estará irremediavelmente comprometido, sob pena de suprimir da economia R$ 31,3 bilhões de reais e quatrocentos mil postos de trabalhos diretos.

Ressaltamos que não se trata de prejuízo pontual e imediato, mas sim da desarticulação e falência da cadeia turística nacional que poderá causar consequências permanentes para a economia do país.

Respeitosamente”


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