Colisões de aves e balões em aeronaves ameaçam aviação, diz Abear

Associação se manifestou após caso de balão que caiu em uma aeronave no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU)

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MP 907 - Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear

Na última semana, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou uma nota apresentando preocupação sobre situações vividas em aeroportos brasileiros. O estopim para o assunto ser debatido foi o balão que, no domingo (8), caiu sobre um avião no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU).

De acordo com a associação, comandada por Eduardo Sanovicz, o ocorrido mostra como a aviação comercial está “sujeita às ameaças que fogem do controle das companhias aéreas”. Além disso, foi ressaltado que esse tipo de situação afeta a operação no dia a dia. Neste caso, os riscos vão da segurança e possíveis atrasos até cancelamento de voos ou manutenções não programadas de aeronaves.

A Abear também chamou a atenção para outro problema que pode atrapalhar a circulação das aeronaves brasileiras. “A associação também faz um alerta para a presença de lixões irregulares no entorno de aeroportos, o que aumenta o risco de colisão de aeronaves com pássaros”, disseram em nota.

Em 2019, até o dia 10 de dezembro, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, registrou mais de 2,5 mil colisões com pássaros (“bird strikes, no jargão do setor), segundo dados do Sistema de Gerenciamento de Risco Aviário.

Gasto alto

Dados do Cenipa mostram que, entre 2011 e 2017, o setor aéreo teve um custo adicional de US$ 10 milhões por ano por conta de bird strikes.

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