Avianca pode operar voos domésticos em condições restritas de visibilidade

Comandante Raniero e José Efromovich

24 de maio de 2016 – Nevoeiros e outros fenômenos naturais que prejudicam a visibilidade dos pilotos não são mais motivos para alternação ou cancelamento de voos em Guarulhos (SP). Ao menos a bordo das aeronaves da Avianca Brasil, primeira companhia aérea autorizada a operar pousos domésticos no Aeroporto Internacional de São Paulo – Governador André Franco Montoro em condições visuais restritas.

 

Em termos técnicos, as 41 aeronaves A320 que compõe a frota da empresa agora podem operar em ILS CAT III A, categoria que permite a aproximação por instrumentos de forma segura em situações em que a visibilidade é de até 200 metros. Anteriormente, a visibilidade mínima para que o pouso fosse autorizado era de 350 metros. O aeroporto de Guarulhos foi homologado em meados de 2015 e é o único no Brasil que permite aterrisagens nessas condições atualmente.

 

A novidade vale desde a última sexta-feira (20/5) e foi anunciada na sede da companhia por José Efromovich, presidente do Conselho de Administração, e pelo Comandante Norberto Raniero, diretor de operações de voo. “Guarulhos tem um movimento intenso e é um transtorno muito grande quando fecha por mau tempo. Os voos alternam para outras cidades, o que causa problemas aos passageiros, à companhia e ao aeroporto”, lembrou Efromovich. A operação da Avianca será expandida assim que outros aeroportos brasileiros forem certificados.

 

A autorização concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) finalizou o processo iniciado em setembro de 2012. “Foram quatro anos de muito trabalho, perseverança e visão de futuro”, defendeu Raniero. Vale ressaltar que ainda não existiam aeroportos brasileiros homologados para funcionar com esses parâmetros quando o processo foi iniciado. Mesmo assim, a companhia decidiu investir cerca de R$ 4,5 milhões para treinar todos os pilotos e implementar a nova ferramenta.

 

A fase de demonstração – etapa final da certificação – incluiu cem aproximações reais acompanhadas de relatórios que foram avaliados pela agência reguladora. Raniero ressaltou que os pilotos que estão na equipe há mais de um ano já concluíram o treinamento – formado por aulas teóricas e simulações – e os novos colaboradores estão iniciando o processo de capacitação. Todos os 406 profissionais precisam passar por uma reciclagem anual.

 

Companhias aéreas internacionais detêm essa certificação e precisam apenas fazer a validação no aeroporto. O próximo passo, segundo Raniero, seria a certificação para operar em CAT III B e CAT III C, que permitem pousos seguros em condições ainda mais restritas. “Não estamos fazendo nenhum movimento nesse sentido, mas o passo seria bem menor”, finalizou.

 

Informações: www.avianca.com.br

 

CAMILA LUCCHESI

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