Bagagem… O que é o que é?

bagagem

Com o auxílio de conceituados dicionários e outros centros de pesquisa disponíveis na internet, aprendemos que a origem da palavra está no gótico “bagga” (do francês “bague”, vocábulo que significa “trouxa, atado, fardo”) e, talvez, até de uma fonte escandinava que originou a palavra “bag” (saco, em inglês) e que, mais tarde, se converteu em “bagage” (baggage): termo que poderia ser traduzido como “carga” e que chegou ao nosso idioma como “bagagem”.

Na minha interpretação, o conceito de bagagem corresponderia a “todas as coisas, materiais e/ou abstratas, que levamos conosco em viagem e/ou no decorrer da nossa vida ou jornada” – de forma “acompanhada” e/ou “desacompanhada”. Entretanto, o significado oficial, apesar de não se distanciar muito do meu, talvez explique o mesmo conceito com mais propriedade: “malas, bolsas e pertences que uma pessoa leva junto com ela quando viaja” e “experiência pessoal; conhecimento adquirido com o tempo; experiência de vida”.

Filosofando, poderíamos dizer que já passamos a “colecionar” bagagem logo após os nossos primeiros minutos de vida e que esta irá nos acompanhar durante toda a nossa existência. Todavia, minha intenção aqui ao mencionar o termo tem a ver com sua inclusão prática, constante e diária, quando falamos em pertences que levamos nas viagens que efetuamos por terra, por mar e/ou por ar. É quase natural para o ser humano, em seus deslocamentos, ter a necessidade (ou mesmo o hábito) de levar certos pertences que, no seu parecer temporal, poderão vir a ser úteis.

Em nosso dia a dia, carregamos conosco uma pequena quantidade de itens todas as vezes que saimos de casa. Itens que jamais chamaríamos de bagagem: carteira com documentos, lenço, chaves, cartões de crédito, óculos, smartphone. Mulheres acrescentariam à lista itens de higiene pessoal e/ou cosméticos. Entretanto, à medida que a viagem tende a registrar uma ausência mais demorada de nossa residência habitual, sentimo-nos compelidos a carregar conosco itens que consideramos essenciais ou necessários e que poderão nos fazer falta quando estamos longe de casa – como trocas de roupas, eventuais remédios, etc.

A maioria das transportadoras utilizadas para efetuar tais deslocamentos estipula parâmetros para o transporte de pertences: itens permitidos e não permitidos, concessões e limites de tamanho e/ou de peso incluídos no valor da passagem, custos para o transporte  de excedente, tarifas para um eventual transporte de itens “desacompanhados”. Vale lembrar que se convencionou chamar de “bagagem acompanhada” aquela que viaja no mesmo veículo que o próprio passageiro. Já a “bagagem desacompanhada” é aquela que não viaja no mesmo veículo que o passageiro/dono desta bagagem, mas em outro veículo, para o mesmo “trecho”.

Estas mesmas transportadoras determinam o volume e o peso do que poderá ser carregado pelo passageiro consigo, dentro da cabine da aeronave ou ônibus junto ao seu assento e/ou em outro tipo de veículo, e não junto com outras bagagens no espaço específico para as mesmas, longe do passageiro, mas viajando no mesmo veículo que este último: chamando esta de “bagagem de mão”. 

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