Balneário Camboriú Convention aponta impactos da Covid-19 no turismo

24,5% das empresas não pretendem fazer novas demissões e 22,6% das empresas estão analisando o cenário antes da tomada de decisão

Balneário Camboriú
Balneário Camboriú (SC) (Foto: divulgação/BC Convention)

Nesta quinta-feira (2), o Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau divulgou uma pesquisa sobre os impactos da Covid-19 (coronavírus) nos empregos do setor turístico. Segundo dados, empresários apresentam recusa para efetuar demissões.

O estudo feito com associados entre os dias 24 e 26 de março, identificou que 8% do total de empresas do setor fará novas demissões. 24,5% dos respondentes não pretendem mandar seus colaboradores embora e 22,6% está analisando o mercado antes de tomar uma decisão.

“Essa é uma crise que pegou a todos de surpresa, poucos dias antes ninguém poderia imaginar ter que fechar todos os comércios não essenciais. Ela está causando um grande impacto econômico em todo o setor, pois a maioria das empresas tem caixa para passar no máximo um mês sem faturamento. Neste primeiro momento o impacto foi minimizado com a possibilidade das férias coletivas, porém se a quarentena persistir haverá demissões em massa, pois não será possível manter os empregos sem faturamento”, pontua Rafael Scalco, proprietário da Kombina Felice.

Com o anúncio da pandemia, 79% dos colaboradores entraram em férias, 10,6% continuaram em atividade e 9,5% tiveram seus contratos suspensos após o decreto governamental de isolamento social.

“Os danos econômicos virão na mesma proporção do vírus. O setor de Turismo e Eventos irá amargar um pouco mais a retomada, pois a população em geral está comprometida e entendeu o comportamento mais retraído que o vírus exige. Neste primeiro momento, estamos tentando priorizar e preservar o emprego de nossos colaboradores com a convicção de que vivemos um período de guerra, e que todos precisamos ajudar de alguma forma. Devemos entender o conceito de humanidade. Para isso, estamos analisando as medidas econômicas já pensadas e oferecidas ao nosso setor”, ressalta Cristiane Dahlem, gerente geral do Hotel Itália.

Durante o período da pandemia, no setor de alimentação 53% das empresas estão atuando em formato delivery e 47% parou completamente as atividades. Mesmo com a crise no setor turístico, empresários se mantém positivos.

“Há esperança que o trabalho se restabeleça e que as equipes voltem a atuar. Vemos que as medidas governamentais para ajuda às empresas do setor são tímidas e lentas. Este panorama pode afetar a decisão das empresas que ainda estão analisando o cenário e, pela falta de apoio rápido e contundente as novas demissões, poderão acontecer em maior número do que pensado em um primeiro momento”, analisa, Margot Rosenbrock Libório, presidente do BC Convention.

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