Benefícios econômicos e outros para a Copa 2014

Por: Antonio Euryco

Somente o turismo deixou de ser tratado com maior profundidade no Seminário Itaú Empresas que teve hoje, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, o quarta evento da série que já passou pelo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília  e vai percorrer as 12 cidades-sedes do próximo mundial.  Patrocinador da seleção brasileira  desde 2008 e banco oficial da Copa Fifa 2014, o Itaú  promove o seminário que reúne empresários, autoridades, entidades e área acadêmica para a discussão e debates dos impactos econômicos, investimentos programados e oportunidades de negócios.

 

Como Futebol e Economia andam de mãos dadas, um dos exemplos foi a exposição de que o PIB nacional deverá ter uma elevação de 1,5 ponto percentual em três anos, com maiores benefícios para transporte, comunicações, cultura, lazer e comercio varejista.

 

Colocando a bola em jogo, o seminário convocou Ilan Goldfaln, economista chefe do Itaú-Unibanco para uma ampla exposição dividida em dois tempos e que foi retrospectiva, comparativa e projetada em vários aspectos sócio-econômicos.  Mais de 60 anos depois da influência do futebol nos grandes eventos, lembrou que em 1950 seis cidades sediaram quase 70% dos jogos da copa vencida pelo Uruguai.  Para 2014, o Brasil terá 12 cidades, mostrando-se muito mais diversificado.

 

Neste efeito multiplicador da economia, estão vantagens da distribuição de renda e novo panorama de gastos do Brasil de hoje. Nos impactos do dia-a-dia direto, a extensão de investimentos deverá superar os gastos previstos de R$ 36,46 bilhões para a realização da Copa. Além do aumento do PIB já citado, mais de 250 mil empregos e novos postos de trabalho serão criados,  e ainda  teremos os  serviços temporários.

 

“Com a Copa aqui, você terá um pouco a mais em tudo.  O Brasil de 2014 significará 145 milhões de consumidores, com um mercado doméstico que mostra dinamismo e receberá um estímulo adicional”, destacou o palestrante, que se dirigia a uma platéia  atenta reunindo empresários e interessados.

 

Sobre o turismo, teve a passagem de ser um setor que realmente estará no palco da oferta de oportunidades, mas para quem esperava um avanço mais amplo sobre as oportunidades deste setor, nem o debate a seguir teve avanço mais significativo. Foi sem objetividade e destaque daquilo que realmente interessava,

 

O estudo elaborado pelo Itaú na questão de potenciais consumidores  estima que cerca de 165 milhões devem gastar entre  US$ 3 bilhões de dólares a US$  6 bilhões de dólares até 2014. “Olhando a estrutura você percebe que o Brasil mudou”, disse Goldfajn, “ e o consumo das famílias brasileiras também mudou nesse período”. Comparou neste item a diferença no Brasil de hoje com a de 64 anos atrás.

 

Nos aspectos principais do debate que houve após a exposição, o secretário  especial de articulação para a Copa em São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, relacionou impactos que serão observados na capital paulista, como o de passar a ter um legado com estádios de primeiro mundo – citando o do Corinthians, com obras em entorno e ponto de desenvolvimento da Zona Leste, abrindo uma dinâmica mais saudável da região: a Arena do Parque Antártica, como um cenário inteiramente novo para eventos, e também a modernização do Morumbi.

O jornalista Ricardo Azevedo, em tom de bastante otimismo, garantiu que “a Copa vai mudar sim, efetivamente haverá um boom na estratégias de negócios”.  Salientou que é necessário o brasileiro ser mais otimista, mais positivista, fazendo até uma curiosa ligação com o Hino Nacional, em sua estrofe de “…deitado eternamento em berço esplêndido…”.  “Temos que levantar, ser mos pró-ativos, reconhecer a leva de oportunidades existentes.”

Coube a Jay Neuhaus,  diretor de marketing da FIFA no Brasil, algumas das mais importantes colocações da série de exposições, indicando sobre a condição do legado importante que vai ficar com a passagem da Copa em seis semanas e 64 jogos aqui, depois de toda esta fase preparatória. “Estamos bem tranqüilos em relação às obras infraestruturais, especialmente os 12 estádios. A gente sabe e tem a expectativa que o Brasil fará a melhor Copa do Mundo de todos os tempos”, completou.

 

Todos os participantes do evento em São Paulo receberam uma publicação elaborada pelo Itaú sobre o Seminário  com a indicação para as pequenas e médias empresas que podem se tornar as grandes campeãs da Copa Fifa de 2014 no Brasil. Trata de oportunidades, benefícios, planejamento, legislação, indicações úteis, fatores de risco, desenvolvimento,m recursos, financiamentos e oportunidades.

O Seminário promovido pelo Itaú agora dá uma pausa de intervalo e retorna a campo no segundo semestre, a partir deo dia 7 de agosto, em Curitiba; 16 em Belo Horizonte, 27 em Fortaleza; depois, em setembro, dia 5 em Natal, 20 no Recife; em outubro, dias 10 em Cuiabá, 17 em Salvador e completa o jogo em Manaus, na data de 7 de novembro.

 

Antonio Euryco

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta