Boeing cancela acordo com Embraer prevista para iniciar na última sexta

A Boeing anunciou que a decisão se deu após o não comprometimento da Embraer em algumas exigências. Embraer alega falta de vontade da norte-americana

Boeing

A Boeing anunciou, no último sábado (25), que encerrou seu contrato de transação (MTA) com a Embraer, sob o qual as duas empresas estabeleceriam um novo nível de parceria. A ideia era criar uma joint venture que incluísse o negócio de aviação comercial da Embraer e uma segunda para desenvolver novos mercados para as aeronaves C-390 Millennium de transporte aéreo.

De acordo com o contrato, 24 de abril era a data inicial de rescisão, sujeita a prorrogação por qualquer das partes, se determinadas condições fossem atendidas. A montadora norte-americana exerceu seu direito de rescisão, afirmando que a Embraer não satisfez as condições necessárias.

“A Boeing trabalhou diligentemente ao longo de mais de dois anos para finalizar sua transação com a Embraer. Tivemos negociações produtivas, mas sem sucesso, sobre condições insatisfatórias. Todos pretendíamos resolvê-los até a data inicial de término. Chegamos a um ponto em que a negociação continuada não resolverá os problemas pendentes”, diz Marc Allen, presidente de Relacionamento com Embraer e Grupo de Operações

A parceria recebeu a aprovação incondicional de todas as autoridades reguladoras necessárias, com exceção da Comissão Europeia. O contrato de equipe principal existente, originalmente assinado em 2012 e ampliado em 2016, para comercializar e apoiar em conjunto as aeronaves militares C-190 Millennium será mantido.

Posicionamento da Embraer

A Embraer acredita que a Boeing rescindiu indevidamente o MTA, devido à sua falta de vontade de concluir a transação de sua própria condição financeira e do B737 Max, fabricando alegações falsas como pretexto para tentar evitar compromissos de fechar a transação de US$ 4,2 bilhões.

“A Embraer acredita que está em total conformidade com suas obrigações previstas no MTA e que cumpriu todas as condições necessárias para ser cumprida até 24 de abril de 2020. A Embraer buscará todas as soluções contra a Boeing pelos danos sofridos pela Embraer como resultado do cancelamento indevido da Boeing e da violação do MTA”, declarou a montadora em nota oficial.


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