Brasil no mercado internacional de viagens LGBT

Por: Carolina Maia

Maior reconhecimento do Brasil no mercado internacional de viagens LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros e Travestis). Foi este o principal avanço que o diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marco Antonio Lomanto, identificou com a realização da 29ª Convenção Global da International Gay and Lesbian Tourism Association (IGLTA), em Florianópolis (SC), entre os dias 12 e 14.

 

“Recebemos mais de 300 participantes especializados no segmento, entre operadores de turismo, agentes de viagem, jornalistas e formadores de opinião, de mais de 25 países diferentes”, ressaltou Lomanto ao fazer um balanço do evento da maior organização de turismo LGBT do mundo, realizado pela primeira vez na América do Sul.

 

Para o presidente da IGLTA, John Tanzella, a convenção realizada no Brasil superou todas as expectativas do corpo diretivo da entidade e dos participantes, composto por 95% de estrangeiros. “Quem esteve no evento, teve a oportunidade de aprender sobre o Brasil, além de poder realizar contatos importantes, em função do excelente nível dos participantes”, disse Tanzella.  

 

O diretor da Embratur também falou sobre o grande interesse pelas informações sobre o Brasil. Para ele, além de informações como destinos já conhecidos, os estrangeiros puderam conhecer novos destinos que o país oferece, capacitados para receber turistas desse segmento. “Os profissionais internacionais, responsáveis pela comercialização dos produtos turísticos brasileiros, se preocupam bastante com a forma que seus clientes são recebidos. Tivemos a oportunidade de mostrar que nossas cidades estão cada vez mais aptas a recepcioná-los de forma adequada”, finalizou Lomanto.

 

Ficou definido na edição de Florianópolis que o próximo simpósio da IGLTA, que acontecerá em 2013, será realizado em Recife (PE). O estado também já se candidatou a realizar a edição de 2016 da Convenção Global da entidade.

 

Segundo a IGLTA, o segmento movimenta por ano, no mundo, um valor estimado de US$ 70 bilhões, fazendo de três a quatro viagens anuais e gastam 30% a mais do que os turistas tradicionais em suas viagens.

 

CM

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