Brasil sofre com queda de interesse por turistas estrangeiros; entenda

No 4º trimestre, brasileiros projetam 50% de perdas, versus 60% na média global

interamerican network

Na última quarta-feira (1), a Interamerican Network divulgou dados que identificam a queda de 40% no Índice de Percepção de Segurança dos Turistas (PSI), afetando o interesse do turista estrangeiro. O valor se refere ao período de 1 de fevereiro e 17 de junho, na escala com avaliação máxima de 100 pontos.

Os dados foram obtidos por meio da plataforma Mabrian Tourist Intelligence. A parceria teve por objetivo identificar os efeitos da crise nos indicadores de confiança e conectividade do país em relação aos seus principais mercados internacionais.

“Ao contrário da tendência regional, a maioria dos brasileiros (44%) diz não pretender viajar nos feriados de fim de ano, mas outros 27% considerariam a opção se encontrassem uma boa promoção”, comenta Osmar Maduro, diretor da Interamerican e coordenador da pesquisa no Brasil.

A Interamerican pontua ainda que os empresários brasileiros do turismo estão menos pessimistas em relação às perdas geradas pela pandemia que seus parceiros globais. Na comparação com o ano anterior, no 3º trimestre de 2020, os brasileiros acreditam que suas perdas chagarão a 66%, enquanto a média global diz 73%.

No 4º trimestre, brasileiros projetam 50% de perdas, versus 60% na média global. Entretanto, os respondentes do Brasil estão um pouco mais pessimistas na questão sobre quando acreditam que os negócios vão voltar ao normal: 65% acredita que isso só acontecerá em 2021. Na média global, 57% acredita que isso se dará no ano que vem.

A maioria dos consumidores brasileiros (44%), ao contrário da tendência regional mostrada na pesquisa, não pretende viajar nos feriados de fim de ano, mas outros 27% considerariam a opção se encontrassem uma boa promoção.

“Porém, para nossos vizinhos, o Brasil não está bem cotado nas respostas sobre destino desejado dentro da região para uma próxima viagem: aparece em 5º lugar para argentinos, chilenos e mexicanos, e em 9º (penúltimo lugar) para colombianos e peruanos”, destaca Osmar.

E os brasileiros mostraram uma confiança maior na imprensa especializada na pergunta sobre quem inspira sua próxima viagem: essa opção aparece em terceiro lugar, com 10% da preferência, atrás apenas de buscas na internet (33%) e recomendação de amigos (30%), e à frente de agentes de viagem (9%), redes sociais (7%), influenciadores e blogueiros de viagem (6%) e publicidade (5%).

Empresários brasileiros do setor de turismo estão menos pessimistas

A Interamerican Network, participou também de um estudo em parceria com a Travel Consul, o qual revela o impacto da covid-19 na indústria e a recuperação futura da distribuição de viagens. Participaram mais de 900 proprietários de agências de viagens e operadoras turísticas do país.

Empresários de viagens brasileiros estão menos pessimistas em relação às perdas geradas pela pandemia que seus parceiros globais. Na comparação com o ano anterior, no 3º trimestre de 2020, os brasileiros acreditam que suas perdas chegarão a 66%, enquanto a média global diz 73%. No 4º trimestre, brasileiros projetam 50% de perdas, versus 60% na média global. Entretanto, os respondentes do Brasil estão um pouco mais pessimistas na questão sobre quando acreditam que os negócios vão voltar ao normal: 65% acredita que isso só acontecerá em 2021. Na média global, 57% acredita que isso se dará no ano que vem.

Sobre medidas que estão sendo implementadas durante a crise, respondentes do Brasil colocaram o investimento em tecnologia para melhorar produtos e atendimento ao cliente como a segunda principal ação praticada na pandemia, com 44%, enquanto a média global mostra 26%.

O foco em treinamento também é apontado como importante para 43% dos brasileiros, versus 38% na média global. A tendência se repete, de maneira mais leve, no ajuste ao modelo de negócios: 43% dos brasileiros marcaram esta opção, versus 41% globalmente.

Implicações comerciais da covid-19

No geral, os parceiros de distribuição esperam uma redução de 73% no volume de negócios no terceiro trimestre de 2020 e 60% no quarto trimestre de 2020. Dois terços dos entrevistados esperam poder sustentar seus negócios por seis meses sem o apoio financeiro do governo.


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