Brasileiros diminuem tempo de planejamento de viagens; entenda

As viagens domésticas foram as responsáveis pelo reaquecimento do setor aéreo e de turismo em 2020 segundo dados da Anac

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Foto: Amy Shamblen/Reprodução

Nesta segunda-feira (15), a Max Milhas, constatou por meio de seu estudo que uma das principais mudanças no comportamento de viajantes brasileiros devido a pandemia de covid-19 foi a redução no templo de planejamento de viagens, com antecedência média de oito a 21 dias do embarque.

 “Com o cenário instável, principalmente nos primeiros meses da pandemia, as pessoas preferiram fazer planejamentos pontuais”, afirma Tahiana D’Egmont, CMO e sócia da Max Milhas. Entre os destinos mais vendidos, o trecho SP-RJ foi o que teve, em média, o preço mais baixo em 2020.

Com relação aos destinos preferidos, as restrições das fronteiras e rotas internacionais intensificaram a procura pelas viagens dentro do Brasil, que representaram 92,26% das passagens vendidas em 2020. As cidades que mais receberam turistas foram as capitais nordestinas, com destaque para Salvador, Recife e Fortaleza.

As viagens domésticas foram as responsáveis pelo reaquecimento do setor aéreo e de turismo. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros em voos domésticos em dezembro de 2020 foi 5,6 milhões. Esse número foi 36,4% inferior ao mesmo mês do ano anterior, no entanto, foi o maior volume registrado desde fevereiro de 2020.

Projeção para 2021

As compras de passagens em janeiro mostraram que os destinos do Nordeste começaram a perder força na preferência dos viajantes, depois de meses liderando os planos de viagens. As cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília entraram para o top 10 dos destinos mais comprados no período.

A antecedência das viagens procuradas em janeiro está um pouco maior do que a média de 2020. As pessoas estão comprando passagens para viajar entre 30 e 45 dias, sinal de que podem estar se planejando para feriados próximos. Esta é uma tendência que deve se manter durante o ano.

A busca por locais próximos às capitais que ofereçam turismo ao ar livre continua sendo uma alternativa. Serras, grutas, cachoeiras, trilhas e outros locais pouco explorados e que não costumam ter aglomeração de pessoas seguem sendo uma grande pedida de boa parte dos turistas este ano.

“O perfil dos turistas está mudando não só por uma questão de saúde, mas também por questões financeiras. Os viajantes têm preferido ir para locais mais tranquilos, em contato com a natureza e buscando por destinos mais próximos de onde vivem. E claro, também continuará sendo fundamental procurar saber sobre as medidas sanitárias adotadas nos aeroportos, aviões e nos destinos para os quais se pretende viajar”, avalia Tahiana D’Egmont.

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