Caprichoso é o campeão do 55º Festival Folclórico de Parintins

Os dois bois-bumbás aproveitaram as apresentações para homenagearem Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips

Boi-bumbá Caprichoso
Boi-bumbá Caprichoso

Na última sexta-feira (24), Parintins (AM) recebeu o maior festival folclórico de todos os tempos. O município, sediou durante três dias (24, 25 e 26 de junho), o embate entre o Boi Caprichoso e o Boi Garantido, que ocorreu no Bumbódromo. O evento é uma espécie de coliseu, onde cada boi se apresenta em uma noite, um abre o evento e o outro fecha, trazendo a bandeira da cultura indígena e das raízes caboclas.

O boi-bumbá Garantido (da cor branca com o coração vermelho na testa) abriu o 55º Festival de Parintins, com o tema “Amazônia do Povo Vermelho”. Mas foi o Caprichoso (da cor preta com a estrela azul na testa) que ganhou a edição com 1.259 pontos, trazendo o tema “Amazônia Luta em Poesia”. O resultado foi divulgado na segunda-feira (27).

Para realizar o Festival Folclórico de Parintins, o Governo do Estado do Amazonas, contribuiu com R$ 10 milhões (R$ 5 milhões para o Caprichoso e R$ 5 milhões para o Garantido), sem contar o investimento de parceiros privados, que deram um aporte relevante.

As notas são dividas em três blocos: A (musical), B (coreográfo) e C (artístico), que possuem 21 critérios, para os jurados analisarem as toadas, alegorias, personagens de cada agremiação, com a missão de encontrar os pontos que um boi é melhor que o outro.

O presidente da Amazonastur, Gustavo de Araújo Sampaio, afirmou que a edição deste ano superou o número de visitantes de 2019, que recebeu 66 mil pessoas, com cerca de 80 mil participantes. Gustavo também mencionou que o Festival gerou 10 mil novos empregos diretos e indiretos.

Wilson Lima, governador do Amazonas, falou da importância que o Festival tem no município para a econômia local. “Muitas pessoas se prejudicaram nesses dois anos sem o evento, e nós tivemos a preocupação de montar uma grande estrutura nessa volta, para que tudo pudesse ocorrer dentro do previsto”, disse.

Além do tema apresentado por cada um, os bois-bumbás fizeram homenagens ao indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, que foram mortos no ínicio do mês em Atalaia do Norte (AM).

O apresentador do boi com coração vermelho, Israel Paulain, lembrou do Bruno e Dom no primeiro dia do Festival. “Na Amazônia do povo vermelho, como brasa, por Dom Phillips e Bruno Pereira! Somos um povo, Brasil, que luta”, destacou.

Já o boi com a estrela azul, aproveitou para homenagear, também, outros defensores da Amazônia. O líder indígena Dário Kopenawa e Ângela Mendes, filha de Chico Mendes (um dos homenageados), entraram com uma bandeira com a foto de Bruno e Dom.

Em paralelo, o Governo do Amazonas, junto com a Amazonastur, sediaram a segunda edição do Turistódromo, um local de apoio para informações ao turistas. O local também contou com atendimento bilíngue, venda de quadros dos pintores locais, lounge para os turistas descansarem, pinturas índiginas corporais e distribuição de águas gratuitas.

O Bumbódromo, onde acontece o Festival, é um tipo de estádio com o formato de uma cabeça de boi estilizada, com capacidade para receber até 35 mil pessoas. O espaço, quando não acontece o evento folclórico, funciona como museu, escola de música, escolade pintura, biblioteca para crianças, sala de teatro e espaço cultural, e é administrado pela Secretária de Cultura do Estado.

História do Festival

A apresentação contou a história do casal de trabalhadores de uma fazenda, conhecidos como Mãe Catirina e Pai Francisco. Grávida, Catirina tinha o desejo de comer língua do boi mais bonito do lugar e para satisfazê-la, seu marido sacrifica o animal favorito do patrão.

Ao notar a falta de seu boi, todos os empregados foram encubidos de sair procurando na floresta. Ao encontrarem o animal morto, um pajé foi chamado para realizar um milagre de ressurreição. Feliz com o feito, o casal foi perdoado pelo patrão e uma grande festa foi realizada para comemorar.

O show acontece no Bumbódromo e a torcida é chamada de “galera”, que fica em silêncio durante a apresentação do boi adversário, que é conhecido como “contrário”.

Abaixo, assista o vídeo com pontos turísticos da Ilha da Magia e das apresentações do boi Caprichoso e Garantido:

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  • Boi-bumbá Garantido
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