Cidade Proibida aumenta suas atrações para os turistas

Por: Antonio Euryco

A China está se potencializndo  para o turismo de todas as formas. A  abertura de mercado  que leva o país mais habitado do mundo a ser um  destino dos mais atrativos, está assumindo aspectos que eram praticamente inadmissíveis hà muito pouco tempo atrás. Um dos exemplos é a Cidade Proibida, em Pequim.

 

Quantas vezes não se ouviu falar que a ala reservada à residência das imperatrizes e concubinas não podiam ser visitadas. Agora pode. Pelo menos quatro recintos,  daqueles que formaram a ala mais secreta, tanto que nem o imperador podia, foram abertos aos turistas, após meia década de trabalhos de restauração. Eles estão  a leste dos principais aposentos do palácio, localizados no eixo central. do antigo palácio imperial chinês.

 

O mais espetacular dos novos recintos abertos ao público é o Huang Ji Dian, ou ‘Salão das Normas do Governo’, construído em 1689 e que tem ao centro um enorme trono dourado, ladeado por duas figuras de elefantes.

 

Mais ao norte fica o Palácio da Longevidade Feliz (Le Shou Tang), construído em 1776 e onde Cixi morou. A imperatriz foi uma figura ímpar, pois durante quase meio século reinou nas sombras enquanto ocorriam as Guerras do Ópio e o assédio das potências europeias, que chegaram a invadir Pequim.

 

O lugar favorito dos turistas chineses, porém,  se localiza ainda mais ao norte, no jardim que dá acesso a esta ala e onde se encontra um poço conhecido porque nele morreu afogada a concubina Zhen, a favorita do imperador, assassinada por Cixi para que não a ofuscasse.

 

A exibição destas áreas, até agora reservadas aos pesquisadores, faz parte da política de abertura do novo curador do palácio-museu imperial, Shan Jixiang, que deseja que os turistas possam visitar dois terços de toda a Cidade Proibida , Até agora só metade dela é aberta ao público.

 

Com estaa política de abertura, os administradores do palácio querem ganhar  novamente a simpatia dos chineses, após um ano de 2011 repleto de críticas à gestão da Cidade Proibida. No ano passado, peças de uma exposição foram roubadas e uma valiosa porcelana imperial quebrou.

 

A Cidade Proibida foi durante quase 500 anos a residência dos imperadores, e muitas de suas áreas não podiam ser frequentadas pelos cidadãos, que eram punidos até com a morte caso tentassem entrar no local. Em 1925, o último imperador chinês, Pu Yi, foi expulso do palácio, e 14 anos depois foi instaurada a república na China.

 

Visitada por 14 milhões de turistas no ano passado, a Cidade Imperial fica ao norte da famosa praça da Paz Celestial, e está incluída na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1987.

 

AE

 

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