Cliente… o que é o que é?

Uma palavra curiosa e simples de entender, mas com inúmeras facetas a considerar. Tem sua origem etimológica no latim – cliens, entis – que, por sua vez, parece ter sido uma alteração de outro termo mais antigo – cluens, do verbo cluere, que significa ouvir, atender, obedecer – o que, na Roma antiga, devia corresponder a “um plebeu que vivia sob a proteção de um nobre, cidadão rico e poderoso”. Ou seja, um indivíduo “patrocinado”, alguém que estava sempre pronto para obedecer.

Através dos tempos, a palavra foi modificando o seu sentido original passando, inicialmente, para “aquele por quem um advogado age” (pessoa que confia a defesa de seus interesses e/ou direitos a um advogado, procurador ou tabelião) e, posteriormente, para “aquele para quem um serviço é prestado”  – seja na venda de um produto e/ou serviço,  seja no atendimento a ele oferecido por qualquer espécie de profissional . 

Hoje em dia o termo “cliente” – também conhecido como “comprador” – é, geralmente, usado para se referir a um efetivo ou potencial adquirente/usuário de produtos (na compra ou aluguel de bens) e/ou serviços oferecidos por um indivíduo ou por uma organização (chamado de  fornecedor ou vendedor).

Encontramos vários sinônimos para a palavra em referência: freguês, consumidor, comprador, usuário, usufruidor, utilizador, paciente e enfermo (para a área da medicina), procurador e constituinte (na advocacia) e, até, favorito, protegido, afilhado, patrocinado, entre outros.

Verificamos também que existem os clientes “pessoa física”, para se referir a indivíduos, e os clientes “pessoa jurídica”, para empresas, organizações, instituições, etc. Na indústria, no comércio e/ou em qualquer modalidade de serviço, o cliente é a peça-chave para o processo existencial do negócio em questão: produtos e serviços são fabricados ou oferecidos para clientes e, obviamente, adquiridos ou utilizados por estes últimos.

Podemos simplificar o significado afirmando que cliente é a pessoa e/ou a empresa que efetua uma compra junto a um comerciante e/ou que recorre a um homem de negócios, a um banco, a um advogado, a um médico, etc. Se ganha e se perde clientes, principalmente, através da satisfação deste pelo grau de atendimento, pela qualidade do produto e/ou serviço oferecido e entregue, assim como pelo equilíbrio entre o preço exigido pelo fornecedor e o valor considerado pelo seu usuário/comprador.

Todos nós, profissionais do setor de Turismo, sabemos muito bem que o cliente é a pessoa mais importante em nossa atividade. Ele não depende de nós, nós é que dependemos dele; não é uma interrupção dos nossos afazeres, mas o propósito do nosso trabalho; ele nos traz dúvidas em relação à sua viagem e é nosso dever oferecer-lhe todo o nosso conhecimento e experiência para atender às suas necessidades.

O cliente não se constitui num número em nossas estatísticas, mas é um ser humano, em carne e ossos, com sentimentos e emoções iguais às nossas. É ele quem paga os nossos salários e é quem possibilita o nosso sustento. Pensando bem, de um jeito ou de outro, somos todos clientes ( fornecedores e/ou usuários, consumidores) dependendo de cada circunstância.

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