CNC: cresce em 82,8% número de empregados beneficiados pelo Pese

O Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) já beneficiou amis de 1,83 milhão e mais de 107 mil empresas; confira análise

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De acordo com estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a irrigação para empresas por meio do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) deve-se a fatores como a mobilização da sociedade, sobretudo legislativo e entidades empresariais, diante de autoridades monetárias para destravar o crédito; entendimento do sistema financeiro de que a linha de crédito pode ser um bom negócio; e necessidade, por parte das pequenas e médias empresas, de financiamento da folha de pagamento.

Em 13 de maio, apenas R$ 1,44 bilhão dos R$ 40 bilhões havia sido liberado. Naquela data, mais de 61 mil empresas foram diretamente beneficiadas e pouco mais de 1 milhão de empregados tiveram seus salários financiados. Comparando os últimos registros disponíveis com os de 13 de maio, as taxas incrementais apresentaram-se elevadas nos três eixos de comparação.

Os valores financiados atingiram R$ 4,1 bilhões, representando mais 10% dos volume total aportado pelos bancos e pelo governo federal e acréscimo de 184,7% em relação a data de maio. Da mesma forma, o número de empregados chegou a 1,83 milhão, um alavancamento de 82,8%, e o número de empresas financiadas chegou a 107.461, acréscimo de 74,2%.

“A evolução é sinal de que a demanda por recursos em condições favoráveis para financiamento da folha de pessoal pode constituir-se numa ferramenta interessante para alavancar o caixa, na medida em que a crise vem obrigando as empresas a efetuar ajustes diante de um mercado bastante enfraquecido, permeado pelo desemprego”, avalia Antonio Everton Junior, economista da CNC.

José Roberto Tadros, presidente da CNC, destaca a importância da mobilização da sociedade para que o crédito chegue até as empresas. “A relevância da MP 944 ficou evidenciada pela atuação do Legislativo. Com prazo para terminar previsto inicialmente para até 3 de junho, teve seus efeitos estendidos, pelo Congresso Nacional, por dois meses, até o início de agosto. Essa extensão do prazo será fundamental para que as empresas contempladas pelo programa possam pagar a folha, em meio a esta crise de proporções inéditas”, detalha.

Confira a análise completa neste link.


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