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CNC vê crescimento de 2,1% para setor de serviços em 2020

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Fabio Bentes, economista da CNC

Após quatro anos, o setor de serviços voltou a crescer, em 2019. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (13), pelo IBGE, em 2019 houve alta de 1% no volume de receitas. Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor registrará crescimento de 2,1% em 2020.

O último avanço ocorrido anteriormente foi em 2014 (2,5%). “A expectativa é que a fraca base comparativa dos últimos anos, associada à expectativa corrente de maior crescimento econômico em 2020, crie condições para a queda dos juros na ponta e a reação do emprego. O processo de retomada dos investimentos será fundamental para que as atividades envolvidas na PMS apresentem avanço pelo segundo ano seguido”, observa Fabio Bentes, economista da entidade.

Em 2019, apesar de fechar o ano ‘no azul’, a receita mensal do setor ainda ficou 10,3% abaixo do período pré-recessão. Nos anos que não houve crescimento real de receitas, o setor perdeu o equivalente R$ 7,95 bilhões de receita real a preços de 2020, tendo, com o crescimento de 2019, recuperado apenas R$ 525 milhões.

O destaque positivo de 2019 ficou por conta dos segmentos relacionados a serviços de informação e comunicação (+3,2%). “A crescente demanda por esse tipo de serviço tem conferido um avanço autônomo na geração de receitas, nos últimos anos. Desde o início da pesquisa, esses serviços foram, de longe, os que mais cresceram na PMS, com 13,8% de alta no acumulado desde 2012”, explica Bentes.

Destacaram-se ainda os serviços prestados às famílias, cujo desempenho anual (+2,6%) se revelou o maior da série histórica, sendo que medidas de estímulo ao consumo adotadas ao longo de 2019, de alguma forma, contribuíram para o desempenho acima da média da prestação de serviços às famílias. Por outro lado, os serviços relacionados aos transportes voltaram a cair (-2,5%) após avanços em 2017 (2,3%) e 2018 (1,2%).

“Pela primeira vez desde 2003/2004, a inflação dos serviços fechou o ano abaixo do IPCA por dois anos consecutivos. Nesse sentido, a desaceleração dos preços dos intangíveis foi um fator relevante para a retomada do avanço do nível de atividade”, acrescenta o representante da CNC.


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