CNC: turismo perde cerca de R$ 90 bilhões em três meses

Principais focos do coronavírus no Brasil, o Rio de Janeiro (R$ 12,48 bilhões) e São Paulo (R$ 31,77 bilhões) concentram mais da metade do prejuízo nacional registrado pelo setor

CNC

Nesta quarta-feira (10), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que a paralisação do comércio em resposta às medidas de enfrentamento da covid-19 resultou na perda de $ 36,94 bilhões em abril e R$ 37,47 bilhões em maio, chegando a R$ 87,79 bilhões no total.

“É necessária a adoção de medidas econômicas mais audaciosas voltadas especificamente para o segmento do turismo, de modo a minimizar os efeitos nocivos da recessão sobre os níveis de emprego e a capacidade de arrecadação tributária por parte do setor”, afirma Alexandre Sampaio, diretor.

Os dados da CNC indicam ainda que somente no mês de março, quando foi decretada a pandemia, a retração foi de R$ 13,38 bilhões em relação à média mensal de faturamento nos meses anteriores.

“As ações já adotadas pelo governo federal, na forma de Medidas Provisórias voltadas para a preservação do emprego, permitem reduzir o impacto decorrente da queda expressiva do nível de atividade do setor”, ressalta José Roberto Tadros, presidente da CNC.

Em março, quando foi decretada a pandemia de covid-19, o setor acumulou perda de R$ 13,38 bilhões em relação à média mensal de faturamento nos meses anteriores. Com base na queda de receitas do turismo, a CNC estima que 727,8 mil postos de trabalho podem ser eliminados no setor até o fim de junho. “A extensão das perdas e dos danos no setor causados pela crise histórica que estamos vivendo vai exigir medidas adicionais para a preservação das empresas e dos empregos”, reforça.

Principais focos do coronavírus no Brasil, o Rio de Janeiro (R$ 12,48 bilhões) e São Paulo (R$ 31,77 bilhões) concentram mais da metade do prejuízo nacional registrado pelo setor. “Os aeroportos desses dois estados registraram quedas de até 99% na oferta de transporte aéreo, em abril e maio. Esse ajuste ao novo patamar da demanda fez cair a taxa média de cancelamento nessas localidades, que chegou a superar 90% no fim de março”, declara Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.

Segundo o economista, “a quantidade de voos confirmados em todo o País seguiu próxima ao piso histórico, registrando recuos expressivos em relação ao período anterior à pandemia (-94% em abril e -92% em maio)”, finaliza.


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