Consolidação… O que é, o que é?

De umas três décadas para cá, o Turismo criou o termo consolidadora para identificar empresas que se especializaram, por meio de convênios específicos, em um modelo de intermediação entre certas transportadoras aéreas e algumas agências de viagens. A ideia consistia, inicialmente, na tentativa de poupar estas companhias aéreas do complexo trabalho de atendimento aos agentes na emissão dos bilhetes de passagens e, particularmente, no faturamento destes mesmos bilhetes após uma cuidadosa concessão de crédito (sem mencionar o cansativo processo de cobrança gerado por essa difícil estrutura operacional).

O termo consolidação tem origem no latim “consolidatio/onis” que tenta caracterizar o ato de fortificar, reunir. O significado deste substantivo feminino, entretanto, transcende o conceito original para explicar o ato de tornar algo sólido, de fortalecer um processo democrático, de processar a fusão de várias empresas em uma só, de juntar leis e/ou normas, para transformar uma dívida flutuante em dívida permanente e, até, à forma pela qual se dá a recuperação total de um osso fraturado.

No mundo que engloba os transportes, encontramos os primeiros conceitos de consolidação no segmento de cargas (originalmente no âmbito marítimo e, posteriormente, em carga aérea). As empresas apresentavam as tarifas de carga em planilhas que ofereciam o custo do transporte – por exemplo: de 1 quilo a 50 quilos, US$ 10 por quilo; de 51 quilos a 100 quilos, US$ 8 por quilo… E assim por diante. Além do peso, elas também diferiam de acordo com o tipo de mercadoria a ser transportada.


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O modelo de tarifação deu origem à ideia de reunir todos os que tinham cargas de poucos quilos para se beneficiar de tarifas mais econômica. O processo chegou à loucura de reduzir pela metade o valor de transporte de um pacotinho – de São Paulo até Buenos Aires, por exemplo – se ele fosse enviado de São Paulo para Nova York e da cidade norte-americana para a capital argentina. O porto de Nova York havia se transformado em hub para reunir os conteúdos de acordo com o tipo de mercadoria e consolidar as cargas para se beneficiar da tarifa mais econômica.

No caso das consolidadoras de passagens aéreas existentes no Brasil, o termo se associou à transferência de um percentual adicional para o consolidador – além daquele já reservado à comissão do agente vendedor – pelo trabalho na intermediação em questão, além de um percentual ou bônus sobre o volume da produção, como forma de incentivo.

Em outros países, vemos o modelo de consolidador se fundir com o conceito de “broker” (palavra inglesa que significa “corretor”) que tenta desenvolver, em parte, a atividade do nosso consolidador. São os brokers de carga, passagens aéreas, cruzeiros marítimos e acomodação em hotéis, entre outros.


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