Copenhagen sedia World Pride e garante: “Não cancelaremos”

De acordo com Aron le Fèvre, diretor de Direitos Humanos de Copenhagen, o World Pride adotará medidas e não será adiada

World Pride
Clovis Casemiro (IGLTA), Aron le Fèvre (Direitos Humanos de Copenhagen), Ricardo Gomes (Câmara LGBT) e Nikolaj Fredsted, (Consulado da Dinamarca de São Paulo)

Durante a manhã desta sexta (15), foi apresentado detalhes sobre a World Pride, que neste ano, entre os dias 12 e 22 de agosto, acontece em Copenhagen, na Dinamarca, e Malmö, na Suécia. O destino também será responsável por sediar o Eurogames, o Fórum de Direitos Humanos e um festival de cultura e arte.

A apresentação foi feita de forma presencial no Meliá Paulista e foi promovida pela Associação Internacional de Turismo LGBTQ+, em união com o consulado dinamarquês e a Câmara LGBT. A ideia do encontro – que contou com os devidos protocolos de segurança, incluindo disponibilização de álcool em gel, distanciamento entre as cadeiras e uso obrigatório de máscara – foi demonstrar as possibilidades para o turismo brasileiro no segmento LGBTI+.

Segundo Clovis Casemiro, coordenador para o Brasil da Associação Internacional de Turismo LGBTQ+, a expectativa é que o destino possa promover um evento grandioso, principalmente após um ano difícil como ano passado.  “Em 2020 tivemos um número de cancelamentos que variou de 800 a 1 mil eventos, tanto de paradas quanto de grandes eventos corporativos. Foi uma perda muito grande. Torcemos para que Copenhagen faça o evento como vem planejando”, afirma o executivo.

Ricardo Gomes, presidente da Câmara LGBT, também lamentou pelas perdas que marcaram 2020, mas reforça a importância de manter a união. “É muito importante estar com vocês neste momento. E temos que continuar. Temos que seguir em frente. É de suma necessidade estes tipos de acordos”, comenta.

Nikolaj Fredsted, cônsul da Dinamarca em São Paulo, também mostrou a importância de continuar promovendo o evento e lutar contra preconceitos e quebrar estigmas. “Lutamos para combater velhos pensamentos. Queremos igualdade”, pontua.

Aron le Fèvre, diretor de Direitos Humanos de Copenhagen, deixa explícito o ânimo para os 12 dias de celebração nos dois destinos dinamarqueses que ocorrerão no segundo semestre. A estimativa de público não é definida, sobretudo por conta das mudanças que ocorrer a cada dia. “Não temos um número definido, porque as notícias mudam a cada dia. Em um cenário normal, seria entre 500 mil e 750 mil”, conta.

World Pride
Aron le Fèrve: “Não temos um número definido, porque as notícias mudam a cada dia”

Ainda de acordo com ele, a campanha de comunicação do World Pride será devagar e sem tanto barulho, visto que o Brasil conta com uma situação delicada por conta da pandemia de covid-19, como em Manaus, citada por le Fèvre. “Faremos algo mais tímido. Não vamos espalhar comunicação de rua com uma pessoa ‘Vamos festejar em Copenhagen’. Vamos deixar claro que estamos promovendo o evento e isso basta”, pontua.

Cancelamento? Segundo o diretor, esta não é uma possibilidade, sobretudo por conta das próximas edições já com sedes escolhidas. Por isso, todos os protocolos estão definidos para que seja um evento tranquilo e saudável. A possibilidade de ser híbrido não é descartada.

World Pride: ampla gama de atividades

Serão vários eventos e voltados para cada perfil. Os amantes de cultura e arte terão uma programação exclusiva para museus e atrativos dos destinos. Por meio do Fórum de Direitos Humanos, a ideia é continuar a discussão de métodos que visam ampliar a visibilidade da comunidade, bem como reforçar o impacto positivo para os destinos, incluindo no mercado de Turismo.

A Eurogames, por sua vez, vai reunir cerca de 6 mil atletas, que competirão em 29 modalidades entre as cidades de Copenhagen e Malmö, que fica a uma ponte de distância. A Word Pride, de fato, visa celebrar o orgulho LGBTI+ e de forma inclusiva – tema que foi debatido na última edição do Fórum de Turismo LGBT do Brasil.

“Convidamos as famílias a participarem do evento também, junto com suas crianças. Quando falo em crianças, pensamos naqueles a partir dos sete anos. Eles serão o futuro e já podem entender o mundo com um olhar mais abrangente, um olhar menos preconceituoso, um olhar mais inclusivo”, detalha.

Mais detalhes sobre o grande evento estão disponíveis neste link.

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