Covid-19 afetou 98% do setor de eventos, segundo estudo da Ubrafe

O estudo revelou que a maioria das empresas previam uma perspectiva de queda de até 100% na receita no mês de abril frente ao mesmo ínterim de 2019

A Ubrafe, em união com Sebrae e a Abeoc, divulgou um estudo recente quanto aos impactos causados pela pandemia da covid-19. De acordo com a análise, o cenário de crise afetou 98% do setor de eventos. A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 22 de abril e contou com 2.702 entrevistados.

Referente aos eventos cancelados, 35% afirma que negociação crédito para utilização, enquanto 34% viu como alternativa devolver recurso para o contratante ou algum fornecedor. Outros 16% não havia recebido ou não tinha a antecipação do pagamento.  O levantamento aponta que 12 eventos foram cancelados, em média. Esse número cai para sete quando se trata da média de eventos remarcados.

As perspectivas de faturamento em abril não foram muito positivas. Segundo 62,5%, o cenário foi de queda de 76% a 100% de queda, frente ao faturamento do mesmo mês do ano passado. Outros 9% tem como perspectiva uma queda de 51% a 75%, enquanto 4,5% vê um decréscimo de 26% a 50% e 3,2% um declínio de até 25%. Somente 2,8% vê aumento em sua perspectiva e 8% não espera alterações.

Algumas empresas vêm tomando algumas medidas a fim de se preservar frente a este cenário. Segundo 30,1%, a ideia foi aprimorar a gestão e 25,2% vê alternativa no fortalecimento do relacionamento com o mercado. Além disso, 17,2% vem qualificando equipe para o momento pós-pandemia; 15,5% adotando novas tecnologias; e 12% se preparando para a implementação de ações sustentáveis. O estudo também revelou que 64% não pretende dispensar funcionários em função da covid-19.

Os respondentes também declararam que o governo federal poderia adotar algumas medidas para compensar tais efeitos. Confira o resultado:

A previsão de retomada ainda é incerta, mas para 34% das empresas, será necessário de sete meses a um ano para a retomada dos negócios. Já cerca de um terço (33,6%) vê que esse período será em menos de seis meses. Outros 23,7% prevê retomada imediata e somente 8,7% acredita que esse período pode varia de 1,1 ano a 2 anos.

Confira o estudo na íntegra neste link.


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