Crise, crítica e criatividade

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Deu na mídia. Uma redução brutal no orçamento é o que está previsto em 2018 para o Ministério do Turismo. Sejamos francos: alguma surpresa? Talvez só o fato do corte se dar em ano eleitoral. Mas turismo nunca foi boa plataforma pra eleições. Ainda mais em um período de loucuras, messianismos e quase nenhuma sensatez do eleitorado.

Para os empresários do setor, só lhes resta fazer aquilo que sempre fizeram: agir por conta própria, somando forças em algumas poucas e sérias Associações.

Será preciso também investir, ainda mais, em criatividade. Seja na contratação de profissionais inovadores, seja no treinamento de equipes para que pensem e ajam fora da caixa.

Quando trabalhei no grupo Accor, coordenei um comitê com a função de trazer mais criatividade para o hotel Sofitel São Paulo. Fui fazer uma série de cursos para aprender a formar equipes criativas. E percebi que a coisa é bem mais complexa do que imaginava.

Criatividade exige repertório. E repertório exige diversidade de culturas, crenças e saberes. Se todo mundo pensa igual, danou-se.

É fundamental também confiança e um clima de respeito mútuo. Sem dizer que, ao contrário do que se imagina, quanto mais limitados os recursos melhores ideias surgem.

Se brainstorming parece algo caótico, existe metodologia para dirigir o trabalho dos grupos.  Mas os resultados valem a pena.

No hotel tivemos resultados surpreendentes. Nos serviços, na economia de recursos, nas vendas e na sustentabilidade.

Não dá pra esperar por tempos melhores. É preciso agir já. Largar a crítica, espantar a crise e ser criativo.

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