Cursos de qualificação em Direito no exterior é tendência

Por: Camila Oliveira

 

É cada vez maior o número de brasileiros que seguem para o exterior em busca de formação e experiências complementares. “Não se trata apenas de conhecimento sobre legislação ou teoria do Estado. Saber pensar o Direito de forma estratégica e na apenas repetir jargões e expressões técnicas, ter capacidade de argumentação, saber se apresentar e defender os interesses de clientes brasileiros e/ou estrangeiros são qualidade exigidas por escritórios de advocacia e empresas. Portanto habilidades essenciais para o sucesso”, garante a diretora Executiva da CP4 Cursos no Exterior, Ana Beatriz  Faulhaber, especializada em consultoria de educação internacional.

 

O advogado Fabrício Garcia, fez o programa English for Law Students pela CP4, e destaca a importância da vivência internacional. “O intercâmbio me possibilitou conhecer um sistema judiciário diferente do brasileiro, o que é muito valorizado pelo mercado. Trabalho em uma empresa brasileira que possui escritórios em outros países, então é comum fazer análise de contratos. Preciso ter percepção de como funciona o judiciário de outros lugares. No curso, além de aprender termos específicos da área em inglês, fazer visitas à Cortes inglesas, pude realizar um Direito Comparado por causa do contato com os estudantes de diferentes nacionalidades”, ressalta Garcia.

 

Um dos programas mais procurados é o VCG Law, curso de especialização na linguagem de Direito Internacional, na Xambridge Academy of English (CAE), reconhecida pelo British Council. “A ênfase do programa para estudantes de Direito ou advogados recém-formados é na comunicação e na competência lingüística dentro da área, apresentando uma visão da legislação internacional, inclusive com vocabulário específico”, destaca Ana Beatriz, que também é mestre em educação.

 

Já os profissionais que participam do Missão Internacional em Direito, iniciativa pioneira da CP4, ganham experiência nas questões ligadas à globalização, à abrangência das legislações e contratos internacionais e à aplicação do Direito. Eles também assistem a um julgamento na Corte Criminal Internacional. “O diferencial deste programa é a oportunidade da observação in loco de como funcionam os processos e estratégias de empresas e instituições internacionais”, afirma Ana Beatriz.

 

Entre as novidades da área estão os programas de Direito Público e Comercial na Inglaterra. Ministros, autoridades e pessoas que trabalham em organizações governamentais aprendem sobre tópicos como estruturas e procedimentos legislativos da União Europeia, nacionais e conflitos entre a Constituição, responsabilidade civil e negligência, Direito do Trabalho e Direito de Propriedade. Quem é da área corporativa se beneficia ainda com a sessão de feedback sobre contratos, além de realizar estudos de casos, debates, negociações e reuniões.

 

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