Dana Young detalha estratégia da Flórida para a retomada do Turismo

CEO do Visit Florida revela expectativas otimistas e destaca destinos com potencial para brilhar no Sunshine State assim que as fronteiras reabrirem

Dana Young
Crystal River é um dos destinos com potencial de despontar após a pandemia

Com uma grande diversidade de paisagens e ampla oferta de atividades externas, a Flórida é referência em vida ao ar livre desde muito antes da covid-19. O estado norte-americano sofreu os duros impactos resultantes da pandemia nos deslocamentos, mas acredita que esse conjunto de atributos, aliado à capacidade de receber diferentes perfis de viajante, poderão garantir vantagem ao turismo local assim que as fronteiras reabrirem.

A visão otimista de Dana Young, CEO do Visit Florida, está alinhada com as ações lideradas por Ron DeSantis, governador do estado. Assumidamente contrário a executar um novo fechamento de bares, restaurantes e outros negócios relacionados a serviços não essenciais, DeSantis avaliza a divulgação dos atrativos do Sunshine State para estimular a futura demanda, inclusive em âmbito internacional. E com todos os cuidados necessários em termos de protocolos.

Dana Young
Dana Young, CEO do Visit Florida

A estratégia visa ajudar a restabelecer sua economia por meio do turismo, atividade que sempre foi carro-chefe na geração de receita e empregos no estado. Não à toa, nesta semana acontece o Florida Huddle, tradicional evento B2B que acontece anualmente em um destino diferente. Por razões óbvias, a edição deste ano migrou para o ambiente online, mas nem por isso perdeu relevância. Muito pelo contrário.

Segundo Dana, o evento teve 700 profissionais inscritos, originários de 18 países, e cerca de 6 mil reuniões de negócios pré-agendadas entre fornecedores e compradores. “É uma oportunidade incrível para nos reconectarmos com nossos principais mercados e ampliar market share no futuro”, disse a executiva em entrevista ao Brasilturis Jornal.

Estímulo à demanda

A facilidade de acesso, via plataforma, levou a inscrição de buyers a crescer 75% na comparação com a edição passada, realizada em Jacksonville, em janeiro de 2020. Outra boa notícia para este 2021 foi a estreia dos agentes de viagens que, pela primeira vez, foram convidados a participar do evento. “Eles são de vital importância para a cadeia”, cravou a CEO.

Na abertura do evento, na última segunda-feira (8), Dana destacou duas campanhas desenvolvidas no último ano. A primeira, com foco local, convidou os próprios floridianos a conhecer seu próprio território e relaxar e baixar os níveis de estresse em um dos vários hot spots do estado. Meses depois, as atenções do Visit Florida se voltaram para a costa oeste norte-americana. Estados como Califórnia, Washington e Oregon passaram a ser alvo do trabalho focado na reconstrução da economia local. Dana comemorou os 600 milhões de impressões gerados pelas campanhas e adiantou o plano de lançar uma campanha no Brasil, voltada ao consumidor final, no próximo trimestre.

O cenário global, ainda incerto, não diminui o fôlego da Flórida na busca por inspirar viajantes brasileiros e manter o País no top 3 entre os emissores internacionais, com 1,2 milhão de viajantes em 2019 – atrás apenas de Canadá e Reuni Unido. Os esforços se concentram na defesa da posição privilegiada em termos de atração de brasileiros, além de avançar o maior número de casas possível na disputa pela atenção de turistas nacionais e internacionais.

All together now

Vale lembrar que o estado não se resume ao tripé: praia, turismo de compras e visita a parques de diversões. Cada um desses pilares representa, sim, uma fortaleza do destino, mas é a soma dos atributos que vem sendo apresentada como estratégia certeira para cativar o viajante no pós-pandemia.

Como em um quebra-cabeças colorido, o estado convida a interagir com a natureza, consumir cultura sob diversos aspectos, relaxar em hotéis que atendem a todos os orçamentos e agraciar os sentidos por meio da diversificada gastronomia. Nadar com peixes-boi em águas transparentes? Sim, é possível! Observar os famosos aligátores norte-americanos? Também. Fazer trilhas de mountain bike? Yes, we can.

A curta distância entre os atrativos e as principais portas de entrada de brasileiros no país torna ainda mais atrativa a proposta de explorar caminhos alternativos. “Se você desembarcar em Tampa levará pouco mais de uma hora até chegar a Crystal River para conhecer os peixes-boi”, diz Dana. Partindo de Miami, leva-se cerca de três horas até os Everglades para vivenciar o ambiente de um parque natural norte-americano e encarar seus répteis gigantes.

Um pouco mais distante, Dana indica Key West, ilha que é parte do arquipélago conhecido como Florida Keys e que vem chamando a atenção dos turistas há algum tempo. O acesso pode ser via Orlando, em uma viagem rodoviária de seis horas que é uma atração à parte. O tempo, inclusive, pode se alongar dependendo da quantidade de paradas para fotografar os cenários que incluem parques, paisagens litorâneas e pontes que conectam as diversas ilhas.  

Os roteiros atendem a um perfil crescente de viajantes domésticos que deve se repetir em âmbito internacional: grupos multigeracionais. Depois de tanto tempo isoladas e impedidas de compartilhar momentos especiais com os mais velhos, as famílias tendem a passar a viajar juntas. Esse perfil de viajante teve crescimento nas reservas tendência é que diversas gerações de uma mesma família viajem juntas para superar o pesadelo da pandemia.

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